A transformação tecnológica e a transição verde estão a redefinir o mercado de trabalho a um ritmo sem precedentes. Neste novo contexto, a requalificação profissional deixou de ser uma opção para se tornar um fator crítico de competitividade, inclusão e empregabilidade sustentável.

É neste enquadramento que a Sonae tem vindo a posicionar a requalificação como um eixo estruturante da sua responsabilidade corporativa, através de iniciativas como o PRO_MOV e a New Career Network (NCN).

 

Porque é que a requalificação profissional é estratégica hoje?

A aceleração tecnológica está a alterar profundamente as competências exigidas pelas empresas. Funções críticas hoje podem tornar-se obsoletas num curto espaço de tempo. Esta realidade exige:

  • Atualização contínua de competências
  • Maior literacia sobre competências transferíveis
  • Modelos de aprendizagem flexíveis
  • Maior colaboração entre empresas, Estado e sociedade civil

A empregabilidade ao longo da vida deve ser encarada como uma responsabilidade partilhada. Só assim é possível mitigar desigualdades e garantir competitividade sustentável.

 

PRO_MOV: requalificação alinhada com necessidades reais do mercado

Criado em 2021, o PRO_MOV nasceu com um princípio diferenciador: desenhar percursos formativos a partir das necessidades concretas das empresas.

O modelo assenta numa articulação clara:

  • O setor público cria enquadramento e escala
  • As empresas identificam necessidades de talento
  • Os profissionais assumem um papel ativo na sua transição

 

Impacto alcançado

Até ao momento, o projeto já alcançou metas muito significativas:

  • +2.700 pessoas passaram por processos de requalificação
  • ~70% taxa de empregabilidade
  • +200 empresas envolvidas
  • Resposta a áreas críticas como tecnologia, indústria, agricultura, saúde, logística e serviços

Este modelo tem permitido responder a um problema estrutural: a escassez de talento em setores estratégicos.

 

New Career Network: orientar decisões num mercado de excesso de oferta

Se o PRO_MOV nasce da lógica da procura empresarial, a New Career Network Portugal, criada em 2024, surge para resolver outro desafio: o paradoxo da escolha.

Hoje existem milhares de ofertas formativas, mas essa abundância gera frequentemente desorientação.

A NCN posiciona-se como:

  • Um ponto de referência claro
  • Uma plataforma orientada para áreas de elevada empregabilidade
  • Um ecossistema de formação cuidadosamente selecionada

Todos os cursos disponíveis apresentam taxas de empregabilidade superiores a 70%. A plataforma integra ainda tecnologia de inteligência artificial para apoiar decisões mais informadas e sustentadas, e facilitar transições reais para áreas de futuro.

 

Empregabilidade sustentável: o que significa na prática?

Falar de empregabilidade sustentável implica garantir:

  • Alinhamento entre competências adquiridas e funções desempenhadas
  • Integração profissional duradoura
  • Acompanhamento individual
  • Modelos escaláveis sem perda de qualidade

 

Os indicadores-chave para avaliar impacto incluem a taxa de empregabilidade, a satisfação dos participantes e a adequação entre formação e mercado.

 

O desafio estrutural: escala, mentalidades e urgência

Apesar dos resultados alcançados, permanecem desafios críticos:

  • Acompanhar a rápida evolução do mercado
  • Garantir atualização contínua dos percursos formativos
  • Escalar modelos e manter a qualidade
  • Promover uma mudança cultural face à aprendizagem ao longo da vida

Criar um maior sentido de urgência em torno da requalificação será determinante para a competitividade futura do país.

 

Requalificação profissional torna-se uma estratégia obrigatória

A requalificação deixou de ser uma resposta pontual a crises setoriais. É hoje um pilar central da empregabilidade ao longo da vida.

Num mercado marcado por percursos não lineares e competências transferíveis, a capacidade de adaptação tornou-se o verdadeiro diferencial competitivo para profissionais, para empresas e para o país.

 

Leia a notícia completa disponível na edição bimestral de janeiro/fevereiro (#162) da RH Magazine.