Gerir o tempo com eficácia tornou-se uma das competências mais valiosas no mercado de trabalho atual. O ritmo acelerado das organizações e a constante acumulação de tarefas exigem que os profissionais saibam priorizar as suas responsabilidades para evitar a sobrecarga de stress e a quebra de produtividade.

É neste cenário que os cursos de gestão de tempo ganham relevância. Mais do que conselhos teóricos, estas formações oferecem métodos estruturados e ferramentas práticas para que consiga recuperar o controlo da sua agenda e trabalhar de forma mais eficiente.

 

O que são cursos de gestão de tempo?

Os cursos de gestão de tempo são formações especificamente desenvolvidas para ensinar a planear, estruturar e exercer um controlo consciente sobre o tempo despendido em determinadas atividades. O objetivo? Trabalhar de forma mais inteligente, para que o esforço aplicado se traduz em resultados reais e de elevado valor.

Estas formações assentam em bases científicas e comportamentais, combinando teorias de produtividade com psicologia aplicada à mudança de hábitos. Ao frequentar um curso nesta área, o formando é confrontado com os seus próprios desafios, como a procrastinação, as distrações digitais e a incapacidade de delegar ou dizer “não”, recebendo técnicas testadas para reestruturar as suas rotinas, definir metas realistas e otimizar os fluxos de trabalho diários.

 

O que se aprende nos cursos de gestão de tempo?

A frequência de uma formação nesta área proporciona o contacto com uma gama de ferramentas e conceitos metodológicos fundamentais para a eficácia operacional. Ao longo de um curso de gestão de tempo, é comum desenvolver competências e aprender dinâmicas transversais como:

 

Técnicas de priorização e discernimento estratégico

Os cursos de gestão de tempo focam a aprendizagem e aplicação prática de matrizes de organização (como a Matriz de Eisenhower ou o Método ABCDE) para conseguir distinguir, com clareza, o que é realmente urgente.

 

Metodologias de planeamento e blocos de tempo

Estes cursos utilizam abordagens estruturadas de calendarização, tais como o Time Blocking ou o Time Boxing, que auxiliam na blindagem da agenda contra interrupções externas inesperadas.

 

Combate à procrastinação e gestão comportamental

Vai aprender a identificar gatilhos psicológicos que conduzem ao adiamento sistemático de tarefas e a desenvolver mecanismos de foco contínuo, incluindo a célebre Técnica Pomodoro ou a regra dos dois minutos.

 

Otimização de fluxos de trabalho e reuniões

Os cursos de gestão de tempo partilham metodologias para tornar as reuniões de equipa mais ágeis e produtivas. Também vai aprender processos de comunicação interna que evitam a dispersão de informação.

 

Operacionalização de ferramentas digitais de produtividade

Com estes cursos, vai dominar ecossistemas digitais e aplicações de gestão de projetos e tarefas (tais como Trello, Asana, Notion ou Microsoft To Do), integrando-as no ecossistema de trabalho diário.

 

Delegação eficaz e definição de limites

Os formadores desenvolvem a capacidade de transferir responsabilidades com clareza e de estabelecer limites profissionais assertivos, salvaguardando a capacidade de entrega pessoal.

 

A quem se destinam os cursos de gestão de tempo?

Os cursos de gestão de tempo representam benefícios para profissionais de diversos setores e níveis de responsabilidade, sendo especialmente recomendados para:

 

Cursos de gestão de tempo: como escolher

A escolha do curso de gestão de tempo ideal deve ter em consideração alguns fatores, como o plano curricular, o formato e a aplicabilidade prática. Siga este passo a passo para tomar uma decisão informada e alinhada com as suas necessidades reais:

 

1. Avalie as suas principais fragilidades na rotina laboral

Antes de avançar para a inscrição, faça um diagnóstico do seu quotidiano profissional para perceber onde falha o planeamento. Identifique se o seu obstáculo principal é a falta de organização logo no início do dia, a cedência constante a interrupções externas (notificações, chamadas, pedidos de colegas), a incapacidade de delegar ou a tendência para adiar as tarefas mais complexas.

Por exemplo, se passa o dia a saltar de e-mail em e-mail e chega ao fim da jornada com a sensação de que não realizou o trabalho principal, o seu foco deve ser um curso que ensine Time Blocking ou gestão de interrupções, e não uma formação focada em planeamento estratégico anual.

 

2. Analise o plano curricular e os modelos metodológicos propostos

Examine os conteúdos programáticos descritos nas brochuras informativas para garantir que a formação aborda conceitos modernos e adaptados ao ecossistema de trabalho atual (como o teletrabalho ou os regimes híbridos). Evite cursos que se limitam a ensinar modelos analógicos e rígidos, se o seu dia a dia exige agilidade e flexibilidade digital.

Verifique também se o curso inclui metodologias de priorização como a Matriz de Eisenhower ou o método Scrum pessoal e a operacionalização de ecossistemas digitais, em vez de se focar apenas em dinâmicas genéricas de motivação pessoal.

 

3. Privilegie formações com uma forte componente prática

A gestão de tempo é uma competência comportamental e mecânica; logo, a teoria isolada ou a leitura passiva de manuais não surtirá efeito na sua rotina. Escolha programas focados em aplicar os conceitos diretamente aos fluxos de trabalho reais.

Opte por cursos em que terá de auditar a sua própria agenda da semana anterior, simulações de cenários de crise com prazos apertados, ou que exijam a criação e a monitorização de um plano de organização individual estruturado durante as sessões.

 

4. Verifique o formato e a flexibilidade do regime de ensino

Pondere de forma realista qual é o formato de ensino (presencial, síncrono ou assíncrono) que consegue encaixar na sua rotina atual sem gerar ainda mais stress. Se a sua agenda já se encontra congestionada, a flexibilidade da formação passa a ser um fator crítico de sucesso para evitar que desista a meio do percurso.

Por exemplo, se os seus horários são imprevisíveis, um curso em regime de e-learning assíncrono, estruturado em módulos curtos de microlearning (vídeos de 10 a 15 minutos que pode ver nas pausas), será muito mais eficaz do que um curso presencial obrigatório aos sábados de manhã.

 

5. Analise o perfil e experiência dos formadores

Investigue o currículo de quem vai dar as aulas, procurando profissionais com experiência de mercado sólida no tecido empresarial, na consultoria organizacional ou no coaching de produtividade. Os formadores que lidam diariamente com desafios operacionais das empresas oferecem exemplos e dinâmicas muito mais ricos e realistas.

Procure saber se o formador já liderou equipas em ambientes de alta pressão ou se implementou sistemas de eficiência em organizações. Fuja de perfis puramente teóricos que replicam conceitos de livros sem os terem testado no mercado de trabalho atual.

 

Invista nas suas competências com a NCN

Deseja investir no seu percurso profissional de forma estratégica? A NCN transforma as suas ambições em metas concretas. Na nossa plataforma, poderá explorar diferentes carreiras, consultar dados atualizados sobre o mercado de trabalho, descobrir novas oportunidades de emprego e traçar o rumo que melhor se adequa ao seu perfil.

Disponibilizamos uma vasta oferta de formações especializadas para dar mais destaque ao seu currículo. Invista nas suas competências e conquiste o seu próximo desafio profissional com a NCN.

 

O processo de procura de emprego exige cada vez mais diferenciação. Nem sempre um currículo bem preenchido é suficiente para transmitir quem é o profissional por trás das experiências académicas e profissionais.

Neste sentido, a carta de apresentação assume um papel estratégico, que torna possível esta comunicação mais pessoal, que conta a sua história de forma estratégica, que explica uma transição de carreira ou demonstra que compreendeu verdadeiramente a organização para a qual se candidata.

Quando elaborada corretamente, a carta funciona como um filtro qualitativo. Muitos recrutadores utilizam-na para separar candidatos que simplesmente responderam a um anúncio, daqueles que realmente fizeram um trabalho de pesquisa e empenharam-se na candidatura. Esta distinção determina frequentemente quem avança para a entrevista.

Neste artigo, explicamos-lhe o que é uma carta de apresentação, quais os passos essenciais para a redigir de forma eficaz, os erros que reduzem as suas probabilidades de sucesso e como aumentar as oportunidades de ser contactado.

 

O que é uma carta de apresentação?

A carta de apresentação é um documento formal, geralmente com a extensão de uma página, que acompanha o seu Curriculum Vitae (CV) no momento da submissão de uma candidatura a um processo de recrutamento ou numa abordagem espontânea.

O principal objetivo não é duplicar as informações detalhadas que já constam no currículo, mas sim contextualizá-las e expandi-las de forma narrativa para explicar o motivo pelo qual a empresa representa uma oportunidade alinhada com o seu percurso.

Trata-se de uma dupla oportunidade para se destacar e ser selecionado. Em primeiro lugar, demonstra ao recrutador que investiu tempo em compreender a organização (pesquisou os seus desafios, produtos ou cultura, etc.). E em segundo lugar, permite traduzir as suas competências técnicas e comportamentais (hard e soft skills) em benefícios operacionais e reais para o empregador.

Com uma carta de apresentação bem feita, o recrutador vê um potencial contribuidor para a equipa, sem ela, apenas vê números e datas.

 

Como fazer uma carta de apresentação

Escrever uma carta de apresentação impactante exige método e personalização, abandonando modelos genéricos que pouco acrescentam ao seu perfil profissional e que os recrutadores facilmente conseguem detetar.

Siga este passo a passo estruturado para garantir que o seu documento comunica com clareza e intencionalidade:

 

1. Escolha um formato profissional e limpo

A primeira impressão é sempre visual. Antes de ler uma única palavra, o recrutador avalia a organização do documento. Utilize uma tipografia sóbria e corporativa (como “Arial” ou “Calibri”), mantenha margens equilibradas e limite o texto a uma página. Se possível, utilize o mesmo cabeçalho gráfico e tipo de letra que aplicou no seu currículo, de forma a criar uma identidade visual coerente.

Porquê: Consistência visual entre os documentos transmite profissionalismo e cuidado na apresentação

 

2. Identifique o destinatário corretamente

Evite ao máximo saudações vagas e impessoais. Faça uma pesquisa prévia no website da empresa ou no LinkedIn para descobrir o nome do responsável pelo recrutamento ou do diretor do departamento. Ao endereçar a carta diretamente a alguém, demonstra proatividade, brio profissional e um interesse genuíno pela organização.

Porquê: As pessoas respondem melhor a abordagens pessoais. Um nome concreto aumenta significativamente a taxa de leitura da carta.

 

3. Cative logo no parágrafo introdutório

As primeiras linhas definem se o leitor continuará interessado ou se vai desistir. Comece por mencionar claramente a vaga específica a que concorre (ou a área de interesse, caso seja uma candidatura espontânea) e insira imediatamente um forte argumento de “venda” sobre o seu perfil. Pode partilhar uma conquista relevante ou o motivo pelo qual a missão daquela empresa está alinhada com a sua visão de carreira.

Porquê: Tem entre 15 a 20 segundos para captar atenção. Uma abertura vaga pode fazer com que perca a oportunidade.

 

4. Argumente com dados concretos

No corpo da carta, focado no seu percurso, não se limite a adjetivar as suas qualidades. Em vez de escrever apenas que é “um profissional experiente”, comprove-o com dados e factos mensuráveis: mencione, por exemplo, que liderou uma equipa que aumentou as vendas em 15% ou que implementou um sistema que reduziu o tempo de processamento em duas horas diárias. Conecte diretamente estas conquistas passadas com os objetivos ou desafios que a empresa enfrenta.

Porquê: Dados concretos são muito mais persuasivos do que afirmações vagas, e tornam o seu perfil mais credível e memorável.

 

5. Evidencie o que pode fazer pela empresa

O foco da mensagem deve estar sempre naquilo que o candidato pode oferecer à organização, e não no que espera receber. Explique como os seus conhecimentos específicos podem resolver problemas práticos da equipa, otimizar processos internos ou impulsionar novos projetos. Demonstre que estudou a realidade do negócio e que entra com uma mentalidade de parceria.

Porquê: Os recrutadores procuram pessoas que entendem as necessidades reais da empresa. Esta perspetiva diferencia-o significativamente dos outros candidatos.

 

6. Finalize com uma “chamada para a ação” confiante

O fecho da carta de apresentação deve motivar o passo seguinte da interação profissional. Termine reforçando a sua total disponibilidade para agendar uma conversa presencial ou remota, onde poderá detalhar o alinhamento do seu perfil e da sua experiência com as metas da empresa.

Porquê: Um fecho claro elimina dúvidas sobre como o recrutador deve prosseguir e facilita a decisão de o contactar.

 

Erros mais comuns numa carta de apresentação

Mesmo os candidatos mais qualificados podem reduzir significativamente as suas hipóteses de sucesso ao cometer alguns erros evitáveis. Conheça as falhas mais frequentes e saiba como as evitar:

 

Uma carta de apresentação eficaz faz toda a diferença

O sucesso de uma carta de apresentação depende da capacidade de traduzir o seu percurso em valor concreto para o empregador. Mais do que escrever um texto cordial, o segredo está em cruzar as exigências atuais do mercado com as suas competências, de forma a garantir que a sua mensagem responde exatamente às necessidades da empresa.

Na NCN, pode explorar profissões, consultar dados detalhados sobre o mercado de trabalho português (como salários médios e tendências de crescimento, áreas com maior procura), encontrar oportunidades de emprego e identificar os percursos profissionais mais alinhados com o seu perfil. Além disso, encontra inúmeros cursos com mais de 70% de empregabilidade para enriquecer o seu currículo e reforçar os seus argumentos de candidatura.

Com a informação certa e uma estratégia estruturada, torna-se muito mais fácil redigir uma carta de apresentação, demonstrar o seu valor acrescentado com confiança e conquistar a atenção dos recrutadores.

 

O ritmo acelerado do mercado de trabalho, a exigência por resultados e a constante disponibilidade digital transformaram o burnout numa das maiores ameaças à saúde mental e ao desempenho dos profissionais.

Compreender este fenómeno não é apenas uma questão de bem-estar individual, mas uma necessidade estratégica para quem deseja construir uma carreira longa, produtiva e equilibrada

Saiba mais sobre o que é o burnout, como se manifesta no dia a dia e como prevenir de forma eficaz.

 

O que é o burnout? 

O burnout, formalmente reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um fenómeno ocupacional, é um estado de exaustão física, emocional e mental profunda provocado pelo stress crónico e prolongado no ambiente de trabalho.

Ao contrário do stress pontual (que surge perante um prazo apertado ou um projeto exigente), o burnout desenvolve-se quando os recursos de adaptação e resposta do profissional se esgotam de forma continuada, sem o devido tempo para a recuperação. 

Esta condição não representa uma fraqueza individual nem a falta de capacidade técnica. Trata-se, essencialmente, de uma resposta ao desequilíbrio persistente entre as exigências colocadas pela função e os recursos disponíveis para as cumprir.

 

Quais os sintomas do burnout? 

A transição de um estado de stress comum para a síndrome de burnout ocorre de forma gradual e muitas vezes silenciosa. Reconhecer os sinais de alerta nas suas diferentes dimensões é o primeiro passo para travar o desgaste.

 

1. Exaustão física e mental persistente

O sintoma mais evidente do burnout é a sensação de cansaço extremo que não desaparece mesmo após noites de sono ou fins de semana de descanso. O corpo dá sinais claros através de dores de cabeça recorrentes, tensão muscular constante, perturbações do sono (como insónia ou despertares precoces) e uma quebra acentuada nas defesas do sistema imunitário.

 

2. Despersonalização e cinismo profissional

Ocorre uma mudança de atitude em relação às tarefas diárias, aos colegas de equipa e à própria empresa. O profissional desenvolve uma postura de desapego emocional, distanciamento ou cinismo como mecanismo de defesa, passando a encarar projetos e pessoas com indiferença, ceticismo ou irritabilidade constante.

 

3. Perda de eficácia e sentimento de incompetência

Neste contexto, mesmo as tarefas simples que anteriormente executava com facilidade passam a exigir um esforço desmesurado. Registam-se falhas frequentes de memória, dificuldade de concentração e incapacidade para tomar decisões com clareza. Isto gera uma sensação frustrante de inutilidade e o sentimento de que o trabalho produzido carece de valor.

 

4. Alterações comportamentais e isolamento

O indivíduo tende a isolar-se socialmente dentro do ambiente de trabalho, evitando interações pontuais ou reuniões informais. Podem surgir também comportamentos de fuga, como a procrastinação excessiva, o consumo aumentado de café, álcool ou medicação sem receita, e uma marcada intolerância ao feedback construtivo.

 

Quais as causas do burnout? 

O burnout raramente se deve a um único fator, resultando antes da combinação prolongada de diversas pressões e de dinâmicas de trabalho disfuncionais. Algumas das causas mais comuns incluem: 

 

Como prevenir o burnout: 10 dicas práticas

Prevenir o burnout exige um papel ativo na gestão da própria carreira e no estabelecimento de limites protetores da saúde mental. Eis algumas medidas que deve adotar: 

 

1. Estabeleça limites claros entre o trabalho e a vida pessoal

Defina um horário rigoroso de encerramento do dia laboral, especialmente se trabalha em regime remoto ou híbrido. Desative as notificações de aplicações de comunicação profissional (como Slack, Teams ou e-mail) fora do expediente e evite consultar mensagens fora do seu horário de trabalho para permitir uma verdadeira desconexão cerebral.

 

2. Pratique a transição no final do dia

Experimente criar um ritual simbólico que sinalize ao cérebro o encerramento do dia de trabalho e o início do tempo pessoal. Em vez de fechar o portátil e passar imediatamente para as tarefas domésticas ou familiares (o que mantém o sistema nervoso num estado de alerta e sobreposição de papéis), reserve 10 a 15 minutos para fazer uma revisão do dia, anotar as pendências para o dia seguinte e arrumar o espaço de trabalho.  

Este hábito de desaceleração consciente impede que os problemas profissionais “transbordem” para a vida pessoal em forma de ruminação mental e ansiedade. 

 

3. Faça pausas estratégicas e regulares durante a jornada

Não trabalhe de forma ininterrupta durante horas a fio. Aplique metodologias de gestão de tempo que incluam pausas curtas (como o Método Pomodoro) e utilize o período de almoço longe do ecrã de computador. Aproveite essas breves interrupções para caminhar um pouco, beber água e mudar de ambiente visual. 

 

4. Defina prioridades e delegue tarefas

Aprenda a distinguir o que é genuinamente urgente do que é apenas prioritário ou acessório. Utilize matrizes de priorização para organizar a sua lista de afazeres diária e não receie dizer “não” ou negociar prazos quando a sua capacidade estiver no limite, explicando fundamentadamente os riscos para a qualidade da entrega.

 

5. Faça uma auditoria periódica à sua carga mental

Agende uma revisão mensal das suas responsabilidades para identificar “tarefas invisíveis” — como a coordenação informal de equipas, reuniões desnecessárias, apoio excessivo a colegas ou processos burocráticos repetitivos — que consomem energia sem gerar valor real. Ao quantificar esse esforço, ganha dados objetivos para renegociar processos com a sua chefia, automatizar tarefas ou eliminar compromissos que não contribuem para os seus objetivos nem para os da organização. 

 

6. Desenvolva uma rede de apoio e comunicação aberta

Partilhe as suas dificuldades e exigências reais com a sua chefia direta ou com colegas em quem confia. Comunicar atempadamente que a carga de trabalho está insustentável é um ato de responsabilidade profissional, permitindo reajustar metas antes que o colapso por burnout aconteça. 

 

7. Treine a aceitação do imperfeito e elimine o micro-controlo

O perfeccionismo e a necessidade de controlar todos os pormenores são catalisadores diretos do esgotamento. Defina o padrão de qualidade exigido para cada projeto antes de o iniciar e aprenda a entregar um trabalho que seja “suficientemente bom” quando a perfeição não é crítica. Aceitar que pequenos imprevistos ou falhas secundárias fazem parte da dinâmica de trabalho liberta uma quantidade substancial de capacidade cognitiva e emocional. 

 

8. Invista no autocuidado físico e emocional

Mantenha rotinas sólidas que sustentem a sua resiliência: garanta entre 7 a 8 horas de sono reparador por noite, pratique exercício físico com regularidade para libertar a tensão acumulada e reserve tempo semanal inegociável para passatempos e atividades recreativas sem qualquer ligação com a sua esfera profissional.

 

9. Cultive interesses fora da vida profissional

Quando a sua autoestima e sentido de valor pessoal dependem exclusivamente do desempenho e do reconhecimento no trabalho, qualquer percalço profissional assume proporções catastróficas. Invista ativamente no desenvolvimento de competências pessoais, atividades comunitárias, desporto ou projetos artísticos. Ter uma identidade multifacetada funciona como um “amortecedor psicológico”, garantindo que a sua estabilidade emocional não fica vulnerável às oscilações do ambiente laboral. 

 

10. Avalie o alinhamento com a organização e considere novas oportunidades profissionais

Se o ambiente atual for cronicamente disfuncional e não apresentar margem de mudança, pondere a possibilidade de mudar de rumo. Investir em novos cursos de formação ou requalificação profissional permite-lhe adquirir competências para aceder a empresas com culturas organizacionais mais saudáveis e orientadas ao bem-estar.

 

NCN, ao seu lado no equilíbrio profissional 

Prevenir e superar o Burnout passa por recuperar o controlo do seu percurso profissional e adotar medidas que valorizem a sua saúde e bem-estar.  

Seja através da aquisição de novas qualificações ou da transição para um novo setor, a New Career Network (NCN) ajuda-o a identificar o seu perfil, a desenvolver competências e a aceder a formações relevantes e oportunidades de emprego.

Descubra o seu futuro profissional connosco.

 

Trabalhar na área das vendas exige hoje muito mais do que saber apresentar um produto ou serviço. As empresas procuram profissionais capazes de comunicar de forma eficaz, compreender as necessidades dos clientes, negociar soluções e utilizar ferramentas que apoiam todo o processo comercial.

Neste artigo, explicamos o que faz um profissional de vendas, quais as competências mais valorizadas pelas empresas e como escolher um curso que contribua realmente para a sua evolução profissional.

 

O que faz um profissional de vendas?

Os profissionais de vendas são responsáveis por identificar oportunidades de negócio, apresentar produtos ou serviços, negociar propostas e acompanhar os clientes antes e após a venda.

Dependendo da empresa e da função, as responsabilidades podem incluir:

 

Competências mais valorizadas na área das vendas

Além dos conhecimentos técnicos, existem competências comportamentais fundamentais para quem pretende construir uma carreira comercial.

Entre as soft skills mais valorizadas destacam-se:

 

As competências digitais assumem um papel cada vez mais importante. O domínio de CRM, Excel, ferramentas de análise de dados e soluções de Inteligência Artificial pode representar uma vantagem competitiva. Estas valências permitem otimizar os diferentes processos, compreender melhor o comportamento dos clientes e apoiar decisões comerciais mais informadas.

 

Como escolher um curso de vendas?

Antes de investir numa formação, considere os seguintes aspetos.

 

1. Escolha um curso de acordo com os seus objetivos

O primeiro passo é perceber o que pretende alcançar com a formação. Por exemplo, pode estar no início da sua carreira e querer integrar a área comercial ou, pelo contrário, pretender desenvolver competências para evoluir na função que já desempenha. Também poderá querer especializar-se em vendas B2B, vendas digitais, gestão de clientes ou liderança de equipas comerciais.

 

2. Verifique as competências que irá desenvolver

Mais do que o nome do curso, importa analisar o plano de estudos e perceber se este responde às exigências atuais da profissão. Algumas das áreas mais úteis para profissionais de vendas incluem:

 

3. Privilegie as formações com uma componente prática

Sempre que possível, opte por cursos que incluam exercícios práticos, estudos de caso, simulações de vendas ou projetos aplicados a situações reais.

Este tipo de aprendizagem facilita a aplicação das competências no contexto profissional e contribui para ganhar maior confiança no contacto com clientes.

 

4. Confirme a certificação da formação

Verifique se a formação é ministrada por uma entidade reconhecida e se a certificação obtida é adequada aos seus objetivos profissionais. Ainda que nem todas as formações conduzam a uma qualificação profissional, frequentar cursos de entidades credíveis pode reforçar o currículo, demonstrar que está em constante atualização de competências e aumentar a confiança dos empregadores no seu percurso formativo.

 

Melhores cursos para desenvolver competências em vendas

A melhor escolha depende dos seus objetivos profissionais e das competências que pretende desenvolver.

Se procura reforçar a comunicação com clientes, melhorar a capacidade de negociação, utilizar ferramentas digitais ou tomar decisões comerciais com base em dados, estas formações disponíveis na plataforma da NCN podem ser uma boa opção para complementar o seu perfil.

 

Assistente de Contact Center – PRO_MOV

Este programa combina 400 horas de formação em sala com 400 horas de formação em contexto de trabalho. Os participantes desenvolvem competências em atendimento ao cliente, técnicas de venda e negociação, gestão de reclamações, fidelização de clientes, utilização de plataformas CRM, produtividade digital e inteligência emocional aplicada ao processo comercial.

É ideal para quem pretende iniciar uma carreira comercial ou desenvolver competências práticas de contacto com clientes, negociação, gestão de objeções e utilização de ferramentas digitais utilizadas em equipas de vendas

 

Curso de Marketing Digital com Especialização em E-Commerce – Master D

Este curso é uma boa opção para quem pretende desenvolver competências em marketing digital e vendas online. Ao longo da formação, os participantes aprendem a criar e gerir lojas virtuais com WordPress e WooCommerce, a desenvolver estratégias de SEO e SEM, a planear campanhas de Google Ads e Facebook Ads, a criar conteúdos para diferentes canais digitais e a analisar resultados através de ferramentas como o Google Analytics.

É especialmente relevante para profissionais que trabalham em vendas digitais, e-commerce ou desenvolvimento de negócio, pois permite compreender melhor o comportamento do consumidor, gerar mais oportunidades comerciais e aumentar a conversão de vendas.

 

Curso de Eventos, Relações Públicas e Marketing – Master D

Esta formação combina conhecimentos de marketing, comunicação, relações públicas, organização de eventos e técnicas de venda. Ao longo do curso, os participantes desenvolvem competências de atendimento ao cliente, negociação, promoção comercial, gestão da comunicação e relacionamento com diferentes públicos.

É uma formação interessante para quem pretende reforçar competências de comunicação, negociação e relacionamento com clientes, essenciais para funções comerciais, desenvolvimento de negócio ou representação de marcas.

 

Data Analytics Full-Time Presencial – Le Wagon

Este bootcamp prepara os participantes para recolher, tratar, analisar e visualizar dados através de ferramentas como SQL, Python, Power BI e Google Data Studio. A formação privilegia uma abordagem prática, com projetos reais e o desenvolvimento de um portefólio.

A capacidade de analisar dados comerciais é cada vez mais valorizada nas equipas de vendas. Esta formação permite interpretar indicadores de desempenho, acompanhar objetivos comerciais, segmentar clientes, identificar oportunidades de negócio e apoiar decisões estratégicas com base em dados.

 

Desenvolva as competências que o mercado procura com a NCN

As vendas continuam a ser uma das áreas com maior procura de profissionais, mas também uma das que mais evoluiu nos últimos anos.

Se pretende iniciar uma carreira comercial ou reforçar as suas competências, investir na formação certa pode fazer a diferença. Na NCN encontra cursos online, presenciais e híbridos dinamizados por entidades certificadas, que permitem obter conhecimentos valorizados em diferentes áreas das vendas.

Evolua na carreira!

 

Começar um novo emprego é quase sempre um misto de entusiasmo e incerteza. Entre novas responsabilidades, colegas e rotinas, há uma expressão que surge frequentemente: período experimental.

Muitas pessoas acreditam que, durante este período, estão apenas “à experiência” e que, por isso, têm menos direitos. Na realidade, não é assim.

O período experimental existe para permitir que trabalhador e empregador avaliem se a relação profissional corresponde às expectativas de ambos. É uma fase de adaptação, mas continua a ser regulada pela lei e garante direitos desde o primeiro dia de trabalho.

Neste artigo, explicamos o que é o período experimental, quanto tempo dura, quais são os direitos do trabalhador e em que situações o contrato pode terminar.

 

O que é o período experimental?

O período experimental corresponde à fase inicial do contrato de trabalho durante a qual o trabalhador e o empregador avaliam o interesse em manter a relação laboral.

Durante este período, qualquer uma das partes pode denunciar o contrato sem precisar de apresentar justa causa, desde que cumpra as regras previstas na lei.

Importa esclarecer um aspeto importante: estar em período experimental não significa ficar sem proteção legal. Desde o primeiro dia de trabalho, o trabalhador beneficia dos direitos previstos no Código do Trabalho. A principal diferença reside nas regras aplicáveis à cessação do contrato e não na existência – ou inexistência – de direitos laborais.

 

Quanto tempo dura o período experimental?

Segundo o artigo 112.º do Código do Trabalho, a duração do período experimental depende do tipo de contrato de trabalho e da função exercida.

Nos contratos sem termo, aplicam-se, regra geral, os seguintes prazos:

Situação Duração
Generalidade dos trabalhadores 90 dias
Funções de elevada responsabilidade, especial qualificação ou confiança 180 dias
Cargos de direção ou quadros superiores 240 dias

 

Nos contratos a termo, os prazos são mais reduzidos:

Tipo de contrato Duração
Contrato inferior a seis meses 15 dias
Contrato igual ou superior a seis meses 30 dias

O período experimental pode ser reduzido ou mesmo excluído por acordo escrito entre o trabalhador e o empregador, mas nunca pode ultrapassar os limites previstos na lei.

 

Que direitos tem o trabalhador durante o período experimental?

O período experimental não corresponde a um período “sem direitos”. A principal diferença está na possibilidade de o contrato terminar com menos formalidades e não na eliminação das garantias legais.

Assim sendo, desde o início do contrato de trabalho, o trabalhador mantém os direitos laborais previstos na lei, incluindo:

 

O contrato pode terminar durante o período experimental?

Tanto o trabalhador como o empregador podem denunciar o contrato durante o período experimental. No entanto, as regras não são exatamente iguais para ambas as partes.

De acordo com o artigo 114.º do Código do Trabalho, o trabalhador pode terminar o contrato em qualquer momento do período experimental, sem necessidade de aviso prévio.

Já o empregador deve respeitar determinadas regras, consoante o tempo decorrido:

Situação Aviso prévio
Até aos primeiros 60 dias Não é necessário
Após 60 dias 7 dias
Quando o período experimental seja superior a 120 dias e a denúncia ocorra após os 120 dias 30 dias

Se o empregador não cumprir o aviso prévio legalmente exigido, deverá pagar ao trabalhador a retribuição correspondente ao período em falta.

 

O tempo de trabalho anterior pode reduzir o período experimental?

Sim. Em determinadas situações previstas no Código do Trabalho, o período experimental pode ser reduzido ou até excluído.

Isto pode acontecer quando o trabalhador já desempenhou a mesma atividade para o mesmo empregador, através de um contrato de trabalho a termo, trabalho temporário no mesmo posto de trabalho, contrato de prestação de serviços para o mesmo objeto ou estágio profissional.

A lei prevê ainda algumas situações em que a experiência adquirida junto de outro empregador também pode ser relevante. Por exemplo, quando o trabalhador já desempenhou a mesma atividade através de um contrato de trabalho a termo que cumpra os requisitos previstos na lei ou realizou um estágio profissional, com avaliação positiva, para a mesma atividade, com duração igual ou superior a 90 dias, nos 12 meses anteriores.

O objetivo destas regras é evitar que um trabalhador tenha de cumprir repetidamente um período experimental quando já demonstrou possuir as competências necessárias para desempenhar a mesma atividade.

 

Conheça os seus direitos e prepare o próximo passo da sua carreira

O período experimental é uma fase importante para o trabalhador e empregador, pois permite avaliar se a relação profissional corresponde às expectativas de ambas as partes. Conhecer as regras previstas na lei ajuda a iniciar um novo emprego com maior segurança e a tomar decisões mais informadas ao longo da carreira.

Se está à procura de uma nova oportunidade profissional, explore as ofertas de emprego disponíveis na NCN. E, se pretende reforçar as suas competências ou preparar uma mudança de carreira, descubra também a oferta de cursos e formações disponibilizada por entidades certificadas.

 

Lançar um novo produto, implementar um software, construir um edifício ou organizar um grande evento são exemplos de projetos que exigem planeamento, coordenação e acompanhamento constante. É precisamente aí que entra o gestor de projetos.

Neste artigo, explicamos o que faz este profissional, quais são as suas principais responsabilidades, que competências deve desenvolver e como pode preparar-se para trabalhar nesta área.

 

O que faz um gestor de projetos?

O gestor de projetos é o profissional responsável por garantir que um projeto é planeado, executado e concluído de forma organizada, de acordo com os objetivos definidos, os prazos estabelecidos e os recursos disponíveis.

O seu principal papel passa por organizar o trabalho, distribuir as diferentes responsabilidades, acompanhar a evolução das atividades e assegurar que toda a equipa trabalha em direção aos mesmos objetivos.

 

Define objetivos e planeia o projeto

Tudo começa com o planeamento. Nesta fase, o gestor de projetos ajuda a definir os objetivos, identifica os recursos necessários, estabelece prazos, distribui tarefas e cria um plano de trabalho que servirá de referência durante toda a execução.

 

Coordena equipas

Uma das principais responsabilidades é coordenar o trabalho das diferentes pessoas envolvidas. Dependendo do projeto, poderá trabalhar diariamente com engenheiros, programadores, designers, comerciais, técnicos especializados, fornecedores ou clientes.

Mais do que distribuir tarefas, o gestor de projetos procura garantir que todos conhecem as suas responsabilidades, que a comunicação flui entre as equipas e que eventuais dificuldades são resolvidas rapidamente.

 

Gere os prazos, recursos e orçamentos

Durante a execução do projeto, é necessário acompanhar continuamente a utilização dos recursos disponíveis. Para isso, o gestor de projetos monitoriza o cumprimento dos prazos, controla o orçamento, acompanha a evolução das tarefas e ajusta o planeamento quando surgem alterações. O objetivo é sempre concluir o projeto dentro dos custos previstos e com os níveis de qualidade definidos.

 

Identifica riscos e resolve problemas

Dificilmente um projeto decorre exatamente como foi planeado. Podem surgir atrasos na entrega de materiais, alterações solicitadas pelo cliente, indisponibilidade de elementos da equipa ou dificuldades técnicas inesperadas.

Por isso, uma parte importante do trabalho consiste em identificar riscos antecipadamente, avaliar o seu impacto e definir soluções que permitam minimizar as consequências para o projeto.

 

Acompanha os resultados

Ao longo de todo o projeto, o gestor acompanha indicadores de desempenho, prepara relatórios, organiza reuniões de acompanhamento e comunica regularmente o estado dos trabalhos às partes interessadas.

Quando o projeto termina, é também responsável por avaliar os resultados obtidos, identificar as oportunidades de melhoria e retirar “lições” que possam ser aplicadas em projetos futuros.

 

Que competências deve ter um gestor de projetos?

O sucesso nesta profissão depende sobretudo da capacidade para planear, comunicar, coordenar equipas e tomar decisões em contextos muitas vezes exigentes.

 

Como tornar-se gestor de projetos?

Existem vários pontos de partida possíveis, mas há vários fatores que podem facilitar a entrada nesta profissão.

 

1. Invista numa formação sólida na sua área de especialização

Muitos (futuros) profissionais optam por frequentar formações específicas em gestão de projetos, como cursos de especialização, pós-graduações ou certificações profissionais.

Contudo, outros começam por desempenhar funções técnicas. Um engenheiro pode evoluir para gerir projetos de construção, um programador pode tornar-se gestor de projetos de software e um profissional de marketing pode coordenar campanhas ou lançamentos de produtos.

Por isso, o primeiro passo passa muitas vezes por adquirir conhecimentos sólidos na área onde pretende trabalhar.

 

2. Aprenda a utilizar ferramentas de gestão de projetos

Grande parte do trabalho de um gestor de projetos passa pela organização de tarefas, pelo acompanhamento de prazos e pela colaboração entre equipas. Por isso, é uma mais-valia conhecer algumas das ferramentas mais utilizadas no mercado, como o Microsoft Project, Jira, Trello, Assana e Microsoft Planner.

A ferramenta utilizada varia consoante a empresa e o setor, mas a capacidade de trabalhar com plataformas deste tipo é frequentemente valorizada pelos recrutadores.

 

3. Considere obter certificações profissionais

Para quem pretende especializar-se na área, existem certificações reconhecidas internacionalmente que podem reforçar o currículo. Algumas das mais conhecidas são:

Além das formações e certificações específicas em gestão de projetos, investir em cursos técnicos numa área de especialização também pode reforçar o currículo e facilitar o acesso a funções de coordenação e gestão.

 

Cursos para enriquecer o currículo em gestão de projetos

Conheça algumas formações que podem ajudar a desenvolver competências valorizadas nesta área.

 

Técnico Especialista em Condução de Obra Pós-Laboral – CICCOPN

Este curso desenvolve competências em interpretação de projetos, planeamento de recursos, controlo de custos, acompanhamento de obras e coordenação de equipas. Inclui ainda formação em ferramentas de gestão de projetos, organização, planeamento e controlo de prazos A formação prepara os participantes para assumir funções de coordenação e gestão no setor.

 

Primavera Consultant Pós-Laboral – Cegid Academy

Este curso  prepara os participantes para trabalhar com o ERP Cegid Primavera, uma ferramenta amplamente utilizada na gestão de processos empresariais e projetos. A formação combina conhecimentos técnicos e processos de negócio nas áreas financeira e de recursos humanos a aplicar em funções de consultoria e implementação tecnológica. Os melhores formandos podem ainda aceder a um estágio remunerado de seis meses.

 

Curso de Eventos, Relações Públicas e Marketing – Master D

A organização de eventos exige planeamento, coordenação de equipas, gestão de fornecedores, controlo de prazos, comunicação e capacidade para resolver imprevistos. Esta formação aborda organização de eventos, relações públicas, marketing, negociação e comunicação empresarial. É uma boa opção para quem pretende trabalhar na gestão de projetos ligados à comunicação, ao marketing ou à organização de eventos.

 

Software Developer – PRO_MOV

Muitos gestores de projetos na área tecnológica iniciaram a carreira como programadores. Este curso permite obter competências em programação, bases de dados, desenvolvimento web e metodologias modernas de software, além de incluir formação em contexto de trabalho. É uma boa opção para quem pretende construir uma carreira na área tecnológica e evoluir, no futuro, para funções de coordenação e gestão de projetos.

 

NCN, desenvolva competências de gestão de projetos

Se pretende desenvolver competências valorizadas nesta área ou preparar-se para assumir novas responsabilidades profissionais, explore a oferta formativa da NCN. Aproveite também para consultar as vagas de emprego disponíveis e encontrar oportunidades compatíveis com o seu perfil e objetivos de carreira.

 

Trabalhar em Recursos Humanos vai muito além do recrutamento. Atualmente, as empresas procuram profissionais capazes de gerir talento, apoiar o desenvolvimento das equipas e utilizar ferramentas digitais para tomar decisões mais informadas.

É certo que existem cursos específicos na área, mas a realidade é que muitas competências valorizadas pelos empregadores podem ser desenvolvidas através de formações complementares.

Neste artigo, explicamos o que faz um profissional de Recursos Humanos, que formação pode ser útil e quais os cursos que podem ajudar a reforçar o seu perfil profissional.

 

O que faz um profissional de Recursos Humanos?

De forma simplificada, os profissionais de Recursos Humanos são responsáveis pela gestão das pessoas dentro de uma organização. O seu trabalho vai muito além do recrutamento, envolvendo também o desenvolvimento dos colaboradores e o apoio às equipas ao longo de todo o percurso profissional.

Dependendo da função e da empresa, as principais responsabilidades podem incluir:

 

Como escolher os melhores cursos de Recursos Humanos

A melhor formação depende da fase da carreira em que se encontra e da área de Recursos Humanos em que pretende trabalhar. Enquanto algumas formações oferecem uma preparação abrangente para quem está a dar os primeiros passos na profissão, outras destinam-se a profissionais que pretendem aprofundar conhecimentos ou atualizar competências.

 

Informe-se sobre os conteúdos programáticos

Verifique se o curso aborda os temas mais relevantes para a função que pretende desempenhar. Consoante os objetivos da formação, poderão ser abordados conteúdos como recrutamento e seleção, legislação laboral, processamento salarial, gestão da formação, avaliação de desempenho, desenvolvimento de talento ou gestão de carreiras.

Se já trabalha na área, pode ser mais vantajoso optar por uma formação especializada do que repetir conteúdos introdutórios.

 

Confirme se inclui componente prática

Os conhecimentos teóricos são importantes, mas a componente prática também faz a diferença. Sempre que possível, escolha cursos que incluam estudos de caso, simulações ou exercícios práticos, para que aprenda a aplicar os conceitos em situações semelhantes às do contexto profissional.

 

Procure formação que desenvolva competências digitais

Os departamentos de Recursos Humanos recorrem cada vez mais a ferramentas digitais para automatizar processos e apoiar a tomada de decisões. Por isso, pode ser uma vantagem escolher formações que incluam temas como análise de dados, Excel, ferramentas de gestão de Recursos Humanos ou Inteligência Artificial aplicada à gestão de pessoas.

Por exemplo, o Curso Primavera Consultant Pós-Laboral, da Cegid Academy, permite adquirir conhecimentos sobre software de gestão com especialização nas áreas Financeira e de Recursos Humanos. Não é um curso de Recursos Humanos, mas pode ser uma formação complementar interessante para profissionais que pretendam desenvolver competências na utilização de soluções tecnológicas aplicadas à gestão de pessoas.

 

Garanta que os conteúdos estão atualizados

A legislação laboral e as práticas de gestão de pessoas evoluem com frequência. Antes de se inscrever, confirme se o programa está atualizado e responde às necessidades atuais das empresas.

 

Valide a existência de certificação

Por fim, informe-se sobre a entidade que dinamiza o curso e a certificação atribuída no final da formação. Optar por uma entidade reconhecida e por um programa alinhado com os seus objetivos profissionais pode fazer a diferença no desenvolvimento da sua carreira.

 

Encontre a formação certa para evoluir na sua carreira em Recursos Humanos

A área dos Recursos Humanos está em constante evolução e exige profissionais preparados para responder aos novos desafios das organizações.

Se procura formação para reforçar o seu perfil profissional, explore a oferta disponível na NCN. Aqui encontra cursos online e presenciais em áreas complementares aos Recursos Humanos, ministrados por entidades certificadas e orientados para as competências mais valorizadas pelas empresas.

Evolua na carreira!

 

Durante muito tempo, a carreira profissional seguia uma lógica bastante simples: escolhia-se uma área, começava-se a trabalhar e, em muitos casos, mantinha-se o mesmo percurso durante anos (se não a vida toda!). Hoje, esta “fórmula” já não é assim tão linear.

As profissões mudam, surgem novas áreas, outras perdem relevância e as competências exigidas vão-se alterando mais depressa do que antes. Ao mesmo tempo, é cada vez mais comum mudar de função, de setor ou até de carreira ao longo da vida.

Isto faz com que as decisões profissionais deixem de ser uma escolha única no início e passem a ser algo contínuo.

É aqui que a gestão de carreira ativa ganha importância. Não se trata de ter um plano para a vida inteira, mas sim de saber como tomar melhores decisões ao longo do caminho.

Saiba o que significa gerir a sua carreira e como pode fazer escolhas mais informadas sobre o seu futuro profissional.

 

O que é gestão de carreira?

De forma simples, a gestão de carreira envolve todas as decisões que vão sendo tomadas ao longo do percurso profissional: que formação fazer, que competências desenvolver, quando mudar de área, como evoluir dentro de uma função ou que oportunidades aceitar.

Mais do que pensar apenas na próxima promoção ou no próximo emprego, gerir a carreira significa olhar para o percurso profissional de forma estratégica. Implica perceber onde se está, onde se quer chegar e que passos são necessários para aproximar esses dois pontos. Essa gestão pode partir do próprio colaborador, mas também deve ser apoiada pelas empresas, através de formação, feedback, planos de desenvolvimento e oportunidades de mobilidade interna.

Por exemplo, imagine um colaborador que trabalha há vários anos na área administrativa e começa a demonstrar interesse por análise de dados. A gestão de carreira pode passar por identificar essa motivação, perceber que competências ainda precisa de desenvolver, como Excel avançado, Power BI ou interpretação de indicadores, e criar um plano gradual de evolução. Esse plano pode incluir formação, participação em projetos internos com dados e, mais tarde, uma transição para uma função mais analítica dentro da empresa.

 

Erros mais comuns na gestão de carreira

Estes são alguns erros mais comuns na gestão de carreira:

 

Como fazer uma boa gestão de carreira

A gestão de carreira passa por perceber onde está hoje, para onde quer evoluir e que passos concretos precisa de dar para lá chegar. Não se trata apenas de escolher uma formação ou procurar uma nova função, mas de construir um percurso mais consciente, alinhado com as suas competências, interesses e oportunidades do mercado.

 

1. Identifique as suas competências reais

O primeiro passo é olhar para além do cargo que ocupa e perceber que competências usa no dia a dia. Muitas vezes, uma função esconde capacidades que podem ser aplicadas noutros contextos. Por exemplo, alguém que trabalha em atendimento ao cliente pode ter competências fortes em comunicação, gestão de conflitos, organização e resolução de problemas — capacidades valorizadas em áreas como vendas, marketing, recursos humanos ou gestão de equipas.

Para tornar esta análise mais prática, liste as tarefas que realiza com frequência, as situações em que costuma ter bons resultados e os temas em que outras pessoas lhe pedem ajuda. Isto ajuda a identificar competências técnicas, comportamentais e transferíveis.

 

2. Defina um objetivo profissional claro

Depois de perceber o ponto de partida, é importante definir uma direção. O objetivo não tem de ser definitivo, mas deve ser suficientemente claro para orientar decisões. Pode passar por evoluir dentro da área atual, assumir uma função de maior responsabilidade, mudar de setor ou desenvolver uma especialização.

Por exemplo, em vez de definir apenas “quero crescer profissionalmente”, é mais útil formular um objetivo como: “quero evoluir para uma função de coordenação nos próximos dois anos” ou “quero transitar para uma área mais ligada à análise de dados”. Quanto mais concreto for o objetivo, mais fácil será perceber que competências, experiências e formações são necessárias.

 

3. Identifique as competências que precisa de desenvolver

Uma boa gestão de carreira exige comparar o perfil atual com o perfil necessário para chegar ao objetivo definido. Esta análise permite perceber quais são as principais lacunas: pode faltar uma competência técnica, experiência em determinados projetos, capacidade de liderança, conhecimento de ferramentas digitais ou até maior confiança na comunicação.

Nesta fase, é útil analisar descrições de ofertas de emprego, falar com profissionais da área ou pedir feedback a colegas, chefias ou mentores. O objetivo é perceber o que o mercado valoriza e o que ainda precisa de ser trabalhado.

 

4. Use a formação como ferramenta de progressão

A formação deve ser escolhida com base no objetivo profissional, e não apenas por interesse geral. Pode servir para entrar numa nova área profissional, aprofundar conhecimentos na função atual ou aumentar a empregabilidade através de competências mais procuradas.

Sempre que possível, dê prioridade a formações com componente prática, projetos aplicados, certificação reconhecida ou ligação direta a empresas e desafios reais. Uma formação em Power BI, por exemplo, terá mais impacto se permitir construir dashboards, trabalhar com dados reais e criar exemplos que possam ser mostrados em contexto profissional.

 

5. Procure experiências que comprovem a sua evolução

A progressão de carreira não depende apenas da formação. Também é importante acumular experiências que demonstrem as novas competências. Isto pode passar por participar em projetos internos, assumir novas responsabilidades, colaborar com outras equipas, desenvolver um projeto próprio ou construir um portefólio.

Por exemplo, uma pessoa que quer evoluir para marketing digital pode começar por apoiar a análise de resultados de campanhas, criar relatórios simples, acompanhar métricas de redes sociais ou desenvolver pequenos projetos que mostrem capacidade prática. Estas experiências ajudam a transformar aprendizagem em evidência concreta.

 

6. Tome decisões com base em dados do mercado de trabalho

Uma gestão de carreira sólida deve considerar não só os interesses pessoais, mas também a realidade do mercado. Antes de investir tempo e dinheiro numa nova área, é importante perceber se existe procura, que competências são mais valorizadas, que salários são praticados e que possibilidades de progressão existem.

Isto ajuda a evitar decisões baseadas apenas em perceções. Uma área pode parecer apelativa, mas ter poucas oportunidades ou crescimento limitado. Pelo contrário, áreas menos óbvias podem oferecer maior empregabilidade, melhores condições e maior margem de evolução.

 

7. Peça feedback e acompanhe a sua evolução

Gerir a carreira de forma isolada pode limitar a visão sobre o próprio percurso. O feedback de chefias, colegas, mentores ou profissionais da área pode ajudar a identificar pontos fortes, oportunidades de melhoria e caminhos que talvez ainda não tenham sido considerados.

Este acompanhamento pode ser informal, mas deve ser regular. Por exemplo, pode rever os seus objetivos a cada seis meses, avaliar que competências desenvolveu, que resultados conseguiu demonstrar e que próximos passos fazem sentido.

 

8. Reveja e ajuste o percurso ao longo do tempo

A gestão de carreira não termina quando se escolhe uma formação, uma função ou uma área profissional. O mercado muda, as competências exigidas evoluem e os interesses pessoais também podem alterar-se. Por isso, é importante rever o percurso com regularidade.

Essa revisão pode levar a pequenos ajustes, como fazer uma nova formação ou procurar projetos mais alinhados com os seus objetivos. Em alguns casos, pode significar mudar de função, setor ou área de especialização. O mais importante é que estas decisões sejam tomadas de forma consciente, e não apenas como reação a uma oportunidade ou dificuldade momentânea.

 

Cursos para desenvolver (ou atualizar) competências

Aqui ficam algumas sugestões de cursos que podem fazer a diferença na sua gestão de carreira.

 

Web Development and Coding – Ironhack

Este bootcamp é uma formação intensiva em desenvolvimento web, orientada para quem quer iniciar ou reconverter a carreira para a área tecnológica. Ao longo do curso, os participantes desenvolvem competências em JavaScript, React, Node.js e bases de dados, e aprendem a construir aplicações web completas (full-stack).

No final, os participantes ficam preparados para funções como Web Developer, Front End Developer ou Full Stack Developer, com um portefólio de projetos aplicáveis a entrevistas e processos de recrutamento.

 

Growth Marketing – Le Wagon

Este curso combina marketing digital, tecnologia e ferramentas de inteligência artificial. Ao longo da formação, os participantes trabalham competências ligadas a estratégia de marketing, análise de dados, automação e utilização de ferramentas no-code, aplicadas a contextos reais. O foco está na capacidade de testar, medir e otimizar campanhas, o que torna este curso particularmente relevante para funções ligadas a marketing digital e social media.

No final, os formandos podem desempenhar funções como Marketing Specialist, Social Media Specialist ou Marketing Assistant.

 

Junior Cybersecurity Analyst – Cisco Networking Academy

Este percurso formativo prepara profissionais para entrar na área de cibersegurança. A formação cobre temas como redes, segurança de sistemas, deteção de ameaças e fundamentos de proteção digital, com uma forte componente prática e orientada para certificação. Inclui ainda preparação em inglês técnico para IT, um fator cada vez mais relevante em contextos internacionais.

No final, os participantes ficam preparados para funções como Cyber Security Analyst, Network Support Specialist ou Security Technician, com a possibilidade de progredir para certificações reconhecidas na área.

 

Gestão de carreira com a NCN

Num mercado de trabalho em constante mudança, escolher a formação certa pode fazer a diferença na forma como cada pessoa evolui, se especializa ou prepara uma mudança profissional.

Na NCN, encontra formações disponibilizadas por entidades credíveis, pensadas para responder a diferentes objetivos de carreira, desde o desenvolvimento de novas competências à requalificação profissional ou à progressão dentro da área atual.

Ao reunir cursos de várias entidades numa só plataforma, a NCN ajuda-o a comparar opções, explorar áreas com procura no mercado e tomar decisões mais informadas sobre o seu futuro profissional.

 

Recebeu uma proposta de contrato a termo incerto e não sabe exatamente o que significa? É normal surgirem dúvidas, sobretudo porque este tipo de contrato não indica uma data concreta para terminar.

Apesar de não ter uma duração previamente definida, o contrato a termo incerto está sujeito a regras específicas previstas no Código do Trabalho. Só pode ser utilizado em determinadas situações temporárias, tem um limite máximo de duração e confere praticamente os mesmos direitos de um contrato sem termo durante a sua vigência.

Neste artigo, explicamos o que é um contrato a termo incerto, quando pode ser utilizado, quais são os direitos do trabalhador e o que deve analisar antes de o assinar.

 

O que é um contrato a termo incerto?

O contrato de trabalho a termo incerto é um contrato celebrado para responder a uma necessidade temporária da empresa cuja duração não pode ser determinada antecipadamente.

Ao contrário do contrato a termo certo, não existe uma data previamente definida para o seu fim. O contrato mantém-se em vigor apenas enquanto subsistir o motivo que justificou a contratação. Ou seja, o trabalhador sabe por que motivo foi contratado, mas não consegue saber exatamente quando terminará o vínculo laboral.

Contudo, o contrato a termo incerto não pode durar indefinidamente. Atualmente, o Código do Trabalho estabelece uma duração máxima de quatro anos.

 

Contrato a termo incerto: em que situações pode ser celebrado?

A lei permite recorrer ao contrato a termo incerto apenas para responder a necessidades temporárias objetivamente justificadas, previstas no Código do Trabalho Português, nomeadamente no artigo 140.º. Entre as situações mais comuns encontram-se:

Neste caso, a empresa tem o dever de justificar, por escrito, o motivo concreto que fundamenta a celebração do contrato.

 

Contrato a termo certo vs. contrato a termo incerto vs contrato sem termo: quais as diferenças?

O contrato sem termo é o vínculo laboral mais estável: não tem uma data de fim previamente definida e mantém-se enquanto não existir uma causa legal para a sua cessação.

Já os contratos a termo são contratos temporários, usados para responder a necessidades limitadas no tempo, como substituições, projetos específicos, acréscimos excecionais de atividade ou outras situações previstas na lei.

A diferença entre contrato a termo certo e contrato a termo incerto está sobretudo na forma como o fim do contrato é definido. No contrato a termo certo, a data de fim é conhecida logo à partida (por exemplo, seis meses ou um ano) e o contrato pode ser renovado dentro dos limites legais.

No contrato a termo incerto, existe uma data de início, mas não uma data exata de fim: o contrato termina quando deixar de existir o motivo que justificou a contratação, como o regresso de um trabalhador substituído ou a conclusão de um projeto.

Na prática, o contrato sem termo dá maior previsibilidade e segurança ao trabalhador, enquanto os contratos a termo dão maior flexibilidade à empresa, mas só podem ser usados quando exista uma justificação objetiva e temporária. Se forem usados de forma indevida, se ultrapassarem os limites legais ou se não tiverem a justificação exigida, podem converter-se em contratos sem termo.

 

Que direitos tem um trabalhador com contrato a termo incerto?

O facto de um contrato ter duração incerta não significa que o trabalhador tenha menos direitos. Durante a vigência do vínculo laboral, aplicam-se, em regra, os mesmos direitos previstos para os restantes trabalhadores da empresa.

Entre esses direitos incluem-se:

Além disso, o contrato a termo incerto também está sujeito a um período experimental, cuja duração depende do tempo previsível do contrato:

O período experimental pode ser reduzido ou excluído nas situações previstas no Código do Trabalho, nomeadamente quando exista um acordo escrito entre as partes ou quando o trabalhador já tenha desempenhado funções semelhantes em determinadas condições previstas na lei, como através de um anterior contrato a termo, trabalho temporário, prestação de serviços ou estágio profissional.

 

Como termina um contrato a termo incerto?

O contrato a termo incerto termina quando deixa de existir o motivo temporário que justificou a contratação, como o regresso do trabalhador substituído ou a conclusão da atividade, do projeto ou da tarefa para a qual o trabalhador foi contratado.

Quando pretende fazer cessar o contrato, o empregador deve comunicar essa decisão por escrito e respeitar os seguintes prazos mínimos de aviso prévio:

Se a empresa não cumprir estes prazos, poderá ter de pagar ao trabalhador a retribuição correspondente ao período de aviso prévio em falta.

 

O trabalhador tem direito a compensação?

Quando o contrato caduca por iniciativa do empregador devido ao fim da necessidade temporária que justificou a contratação, o trabalhador tem direito a uma compensação correspondente a 24 dias de retribuição base e diuturnidades por cada ano completo de antiguidade. Quando exista apenas uma fração de ano, o valor é calculado proporcionalmente.

Além desta compensação, há ainda lugar ao acerto final de contas, que pode incluir:

 

Quando passa a contrato sem termo?

Existem várias situações em que o trabalhador pode passar a ter um contrato sem termo. Por exemplo, quando:

 

Como negociar um contrato a termo incerto?

Há quem assuma que este tipo de contrato não pode ser negociado, mas a verdade é que existem vários aspetos deve esclarecer antes de assinar.

 

Peça que o motivo da contratação seja claro

O contrato deve identificar concretamente a necessidade temporária que justifica a contratação. Evite aceitar contratos com justificações demasiado genéricas ou vagas, pois a lei exige que o motivo seja suficientemente concreto.

 

Confirme qual é a duração previsível do projeto

Mesmo que não exista uma data de fim, é legítimo perguntar qual é a estimativa da empresa.

Questões como “Qual é a duração prevista desta substituição?” ou “Existe uma estimativa para a conclusão do projeto?” podem ajudá-lo a perceber melhor a estabilidade da função.

 

Esclareça quais são as perspetivas de continuidade

Vale a pena perguntar se existe a possibilidade de integrar a empresa após o termo do contrato. A entidade empregadora pode não garantir essa continuidade, mas a resposta ajuda a avaliar as oportunidades de evolução profissional.

 

Confirme as condições remuneratórias

Antes de assinar, confirme todos os aspetos relacionados com a remuneração, nomeadamente:

 

Conheça os seus direitos antes de aceitar um contrato a termo incerto

O contrato a termo incerto pode ser uma oportunidade para integrar uma empresa e ganhar experiência profissional, mas é importante conhecer as regras associadas a este tipo de vínculo.

Se está à procura de novas oportunidades profissionais, consulte as vagas de emprego disponíveis na NCN e encontre projetos ajustados ao seu perfil e objetivos de carreira.

 

Gostava de fazer uma formação, mas receia ficar sem rendimento durante esse período? A boa notícia é que existem programas que incluem apoios financeiros. Neste artigo explicamos como funcionam as formações remuneradas, quem pode beneficiar destes apoios e o que deve verificar antes de escolher um curso.

 

O que são formações remuneradas?

As formações remuneradas são ações de formação profissional que, além da aprendizagem e da certificação, podem dar acesso a apoios financeiros.

Apesar da expressão “formação remunerada” ser ouvida com frequência, na maioria dos casos não se trata de um salário. Os valores atribuídos (a “remuneração”) correspondem a apoios sociais previstos na legislação e variam consoante o tipo de formação, a entidade promotora e a situação do formando.

Estes apoios podem incluir, entre os mais comuns:

 

Como escolher uma formação remunerada?

Receber uma bolsa de formação não deve ser o único critério de escolha. Também é importante avaliar os aspetos listados abaixo.

 

Defina o seu objetivo profissional

Antes de procurar qualquer formação, é importante pensar no que pretende alcançar e, neste caso, não é diferente.

Quer adquirir novas competências para encontrar emprego? Pretende mudar de área? Ou procura atualizar os seus conhecimentos para evoluir na profissão que já exerce? Ter um objetivo claro facilita a escolha de uma formação alinhada com o seu percurso.

 

Procure entidades certificadas

Dê preferência a entidades formadoras certificadas pela DGERT ou a programas promovidos por entidades públicas, como o IEFP, ou por iniciativas de requalificação profissional desenvolvidas em parceria com empresas.

Estas formações oferecem, regra geral, maior garantia de qualidade e certificação reconhecida.

 

Confirme se a formação é certificada

Verifique se a formação integra o Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ). Neste caso, as competências adquiridas ficam registadas no Passaporte Qualifica e podem ser utilizadas para completar uma qualificação profissional sem ter de repetir formação que já realizou. Isto pode ser uma vantagem se, no futuro, pretender obter um certificado profissional, candidatar-se a determinadas funções ou continuar um percurso de formação.

Se a formação não integrar o CNQ, confirme igualmente se a certificação é reconhecida pelo setor ou pelas entidades empregadoras da área em que pretende trabalhar.

 

Verifique quais são os apoios financeiros disponíveis

Nem todas as formações remuneradas atribuem os mesmos apoios. Antes de se inscrever, confirme se a formação inclui bolsa de formação, subsídio de alimentação, subsídio de transporte ou outros apoios durante a formação em contexto de trabalho ou estágio, quando aplicável.

Confirme também quais são os requisitos de elegibilidade, uma vez que alguns apoios são atribuídos apenas a desempregados inscritos no IEFP ou a determinados públicos.

 

Analise o programa e a ligação ao mercado de trabalho

É igualmente importante não escolher a formação apenas pelos apoios financeiros. Consulte o programa e confirme quais são as competências que irá adquirir, a duração da formação e se existe formação prática, estágio ou formação em contexto de trabalho. Componentes como estes permitem aplicar os conhecimentos que vai adquirindo ao longo da formação e facilitam a integração no mercado de trabalho mais tarde.

Se possível, procure ainda perceber quais são as saídas profissionais do curso e se a entidade formadora mantém parcerias com as empresas do setor.

 

Saiba onde encontrar formações remuneradas

Grande parte das formações com apoios financeiros encontra-se em programas públicos ou financiados.

É possível encontrar este tipo de oferta em:

Se procura uma formação com elevada empregabilidade, pode também consultar a oferta da NCN, onde encontrará cursos desenvolvidos em parceria com entidades certificadas e empresas, em áreas com forte procura no mercado de trabalho.

 

Exemplos de formações remuneradas

Na NCN encontra diferentes percursos de formação que permitem desenvolver competências profissionais enquanto beneficia de apoios financeiros. Eis alguns exemplos:

 

Técnico Especialista em Automação, Robótica e Manutenção Industrial (ATEC)

Se procura uma carreira na indústria 4.0, este Curso de Especialização Tecnológica (CET) é uma opção a considerar. Ao longo da formação, os participantes desenvolvem competências em automação industrial, robótica, programação, mecatrónica, manutenção de equipamentos industriais e redes industriais, terminando com um estágio curricular em empresa.

O curso confere uma qualificação de nível 5 do Quadro Nacional de Qualificações (QNQ) e permite exercer funções como especialista em automação, técnico de mecatrónica ou programador de sistemas automatizados, numa área com elevada procura de profissionais.

A formação é gratuita e os participantes elegíveis podem beneficiar de bolsa de formação, subsídio de alimentação, transporte, alojamento e outros apoios sociais disponibilizados pela ATEC.

 

Técnico de Eletrónica, Automação e Comando (ATEC)

Este Curso de Educação e Formação de Adultos (EFA) destina-se a adultos com mais de 23 anos que pretendam concluir o 12º ano e obter, em simultâneo, uma qualificação profissional de nível 4.

Ao longo da formação, os participantes aprendem a instalar, reparar e efetuar a manutenção de equipamentos elétricos, eletrónicos e sistemas de automação e comando. O curso inclui ainda formação prática em contexto de trabalho para facilitar a transição para o mercado de trabalho.

Os formandos elegíveis podem beneficiar dos apoios sociais disponibilizados pela ATEC, incluindo bolsa de formação, alimentação e transporte.

 

Assistente de Contact Center (PRO_MOV)

Este programa de requalificação profissional prepara profissionais para funções de atendimento, apoio ao cliente e vendas em ambientes de contact center. O percurso combina 400 horas de formação em sala com 400 horas de formação em contexto de trabalho. Permite desenvolver competências em comunicação, negociação, gestão de reclamações, utilização de plataformas CRM, vendas e atendimento ao cliente, bem como inglês aplicado ao setor.

Os participantes elegíveis podem beneficiar de bolsa de formação, subsídio de alimentação, transporte, alojamento e apoio durante a formação prática. As unidades certificadas ficam registadas no Passaporte Qualifica e podem ser aproveitadas em futuras qualificações.

 

Operador Agrícola Especializado em Vinha e Olival (PRO_MOV)

Este curso é ideal para quem pretende trabalhar no setor agrícola, com especial enfoque na viticultura e olivicultura. Ao longo de cerca de 800 horas de formação, os participantes aprendem técnicas de produção agrícola sustentável, poda e enxertia, proteção fitossanitária, operação de tratores e outros equipamentos agrícolas, bem como manutenção das culturas. A formação inclui ainda uma componente significativa de formação em ambiente laboral.

A formação é financiada e prevê apoios como bolsa de formação, subsídio de alimentação, transporte e alojamento para os candidatos elegíveis. As UFCD (Unidades de Formação de Curta Duração) concluídas podem ser igualmente registadas no Passaporte Qualifica e utilizadas em futuros percursos de qualificação.

 

Data Analyst (PRO_MOV)

Este programa de requalificação profissional permite iniciar uma carreira na área da análise de dados, uma das áreas tecnológicas com maior procura por parte das empresas.

Ao longo de 1100 horas de formação, os participantes aprendem sobre gestão e análise de dados, programação em Python e R, Business Intelligence, Cloud Computing, visualização de dados, dashboards, storytelling com dados e desenvolvimento de projetos de análise. O percurso inclui ainda 400 horas de formação em contexto de trabalho.

Os participantes elegíveis podem beneficiar de bolsa de formação, subsídio de alimentação, transporte e alojamento, quando aplicável. As UFCD concluídas ficam registadas no Passaporte Qualifica e podem ser capitalizadas para futuras qualificações profissionais.

 

NCN, onde encontra o apoio para a sua formação

As formações remuneradas permitem desenvolver novas competências enquanto beneficia de apoios financeiros que podem tornar a aprendizagem mais acessível.

Se está à procura de uma nova oportunidade ou pretende dar um novo rumo à sua carreira, explore a oferta formativa disponível na NCN. Encontrará cursos em áreas com elevada procura no mercado de trabalho, ministrados por entidades certificadas e com taxas de empregabilidade superiores a 70%, para que possa escolher a formação mais adequada ao seu perfil e aos seus objetivos.