Trabalhar em Recursos Humanos vai muito além do recrutamento. Atualmente, as empresas procuram profissionais capazes de gerir talento, apoiar o desenvolvimento das equipas e utilizar ferramentas digitais para tomar decisões mais informadas.
É certo que existem cursos específicos na área, mas a realidade é que muitas competências valorizadas pelos empregadores podem ser desenvolvidas através de formações complementares.
Neste artigo, explicamos o que faz um profissional de Recursos Humanos, que formação pode ser útil e quais os cursos que podem ajudar a reforçar o seu perfil profissional.
De forma simplificada, os profissionais de Recursos Humanos são responsáveis pela gestão das pessoas dentro de uma organização. O seu trabalho vai muito além do recrutamento, envolvendo também o desenvolvimento dos colaboradores e o apoio às equipas ao longo de todo o percurso profissional.
Dependendo da função e da empresa, as principais responsabilidades podem incluir:
A melhor formação depende da fase da carreira em que se encontra e da área de Recursos Humanos em que pretende trabalhar. Enquanto algumas formações oferecem uma preparação abrangente para quem está a dar os primeiros passos na profissão, outras destinam-se a profissionais que pretendem aprofundar conhecimentos ou atualizar competências.
Verifique se o curso aborda os temas mais relevantes para a função que pretende desempenhar. Consoante os objetivos da formação, poderão ser abordados conteúdos como recrutamento e seleção, legislação laboral, processamento salarial, gestão da formação, avaliação de desempenho, desenvolvimento de talento ou gestão de carreiras.
Se já trabalha na área, pode ser mais vantajoso optar por uma formação especializada do que repetir conteúdos introdutórios.
Os conhecimentos teóricos são importantes, mas a componente prática também faz a diferença. Sempre que possível, escolha cursos que incluam estudos de caso, simulações ou exercícios práticos, para que aprenda a aplicar os conceitos em situações semelhantes às do contexto profissional.
Os departamentos de Recursos Humanos recorrem cada vez mais a ferramentas digitais para automatizar processos e apoiar a tomada de decisões. Por isso, pode ser uma vantagem escolher formações que incluam temas como análise de dados, Excel, ferramentas de gestão de Recursos Humanos ou Inteligência Artificial aplicada à gestão de pessoas.
Por exemplo, o Curso Primavera Consultant Pós-Laboral, da Cegid Academy, permite adquirir conhecimentos sobre software de gestão com especialização nas áreas Financeira e de Recursos Humanos. Não é um curso de Recursos Humanos, mas pode ser uma formação complementar interessante para profissionais que pretendam desenvolver competências na utilização de soluções tecnológicas aplicadas à gestão de pessoas.
A legislação laboral e as práticas de gestão de pessoas evoluem com frequência. Antes de se inscrever, confirme se o programa está atualizado e responde às necessidades atuais das empresas.
Por fim, informe-se sobre a entidade que dinamiza o curso e a certificação atribuída no final da formação. Optar por uma entidade reconhecida e por um programa alinhado com os seus objetivos profissionais pode fazer a diferença no desenvolvimento da sua carreira.
A área dos Recursos Humanos está em constante evolução e exige profissionais preparados para responder aos novos desafios das organizações.
Se procura formação para reforçar o seu perfil profissional, explore a oferta disponível na NCN. Aqui encontra cursos online e presenciais em áreas complementares aos Recursos Humanos, ministrados por entidades certificadas e orientados para as competências mais valorizadas pelas empresas.
Evolua na carreira!
Durante muito tempo, a carreira profissional seguia uma lógica bastante simples: escolhia-se uma área, começava-se a trabalhar e, em muitos casos, mantinha-se o mesmo percurso durante anos (se não a vida toda!). Hoje, esta “fórmula” já não é assim tão linear.
As profissões mudam, surgem novas áreas, outras perdem relevância e as competências exigidas vão-se alterando mais depressa do que antes. Ao mesmo tempo, é cada vez mais comum mudar de função, de setor ou até de carreira ao longo da vida.
Isto faz com que as decisões profissionais deixem de ser uma escolha única no início e passem a ser algo contínuo.
É aqui que a gestão de carreira ativa ganha importância. Não se trata de ter um plano para a vida inteira, mas sim de saber como tomar melhores decisões ao longo do caminho.
Saiba o que significa gerir a sua carreira e como pode fazer escolhas mais informadas sobre o seu futuro profissional.
De forma simples, a gestão de carreira envolve todas as decisões que vão sendo tomadas ao longo do percurso profissional: que formação fazer, que competências desenvolver, quando mudar de área, como evoluir dentro de uma função ou que oportunidades aceitar.
Mais do que pensar apenas na próxima promoção ou no próximo emprego, gerir a carreira significa olhar para o percurso profissional de forma estratégica. Implica perceber onde se está, onde se quer chegar e que passos são necessários para aproximar esses dois pontos. Essa gestão pode partir do próprio colaborador, mas também deve ser apoiada pelas empresas, através de formação, feedback, planos de desenvolvimento e oportunidades de mobilidade interna.
Por exemplo, imagine um colaborador que trabalha há vários anos na área administrativa e começa a demonstrar interesse por análise de dados. A gestão de carreira pode passar por identificar essa motivação, perceber que competências ainda precisa de desenvolver, como Excel avançado, Power BI ou interpretação de indicadores, e criar um plano gradual de evolução. Esse plano pode incluir formação, participação em projetos internos com dados e, mais tarde, uma transição para uma função mais analítica dentro da empresa.
Estes são alguns erros mais comuns na gestão de carreira:
A gestão de carreira passa por perceber onde está hoje, para onde quer evoluir e que passos concretos precisa de dar para lá chegar. Não se trata apenas de escolher uma formação ou procurar uma nova função, mas de construir um percurso mais consciente, alinhado com as suas competências, interesses e oportunidades do mercado.
O primeiro passo é olhar para além do cargo que ocupa e perceber que competências usa no dia a dia. Muitas vezes, uma função esconde capacidades que podem ser aplicadas noutros contextos. Por exemplo, alguém que trabalha em atendimento ao cliente pode ter competências fortes em comunicação, gestão de conflitos, organização e resolução de problemas — capacidades valorizadas em áreas como vendas, marketing, recursos humanos ou gestão de equipas.
Para tornar esta análise mais prática, liste as tarefas que realiza com frequência, as situações em que costuma ter bons resultados e os temas em que outras pessoas lhe pedem ajuda. Isto ajuda a identificar competências técnicas, comportamentais e transferíveis.
Depois de perceber o ponto de partida, é importante definir uma direção. O objetivo não tem de ser definitivo, mas deve ser suficientemente claro para orientar decisões. Pode passar por evoluir dentro da área atual, assumir uma função de maior responsabilidade, mudar de setor ou desenvolver uma especialização.
Por exemplo, em vez de definir apenas “quero crescer profissionalmente”, é mais útil formular um objetivo como: “quero evoluir para uma função de coordenação nos próximos dois anos” ou “quero transitar para uma área mais ligada à análise de dados”. Quanto mais concreto for o objetivo, mais fácil será perceber que competências, experiências e formações são necessárias.
Uma boa gestão de carreira exige comparar o perfil atual com o perfil necessário para chegar ao objetivo definido. Esta análise permite perceber quais são as principais lacunas: pode faltar uma competência técnica, experiência em determinados projetos, capacidade de liderança, conhecimento de ferramentas digitais ou até maior confiança na comunicação.
Nesta fase, é útil analisar descrições de ofertas de emprego, falar com profissionais da área ou pedir feedback a colegas, chefias ou mentores. O objetivo é perceber o que o mercado valoriza e o que ainda precisa de ser trabalhado.
A formação deve ser escolhida com base no objetivo profissional, e não apenas por interesse geral. Pode servir para entrar numa nova área profissional, aprofundar conhecimentos na função atual ou aumentar a empregabilidade através de competências mais procuradas.
Sempre que possível, dê prioridade a formações com componente prática, projetos aplicados, certificação reconhecida ou ligação direta a empresas e desafios reais. Uma formação em Power BI, por exemplo, terá mais impacto se permitir construir dashboards, trabalhar com dados reais e criar exemplos que possam ser mostrados em contexto profissional.
A progressão de carreira não depende apenas da formação. Também é importante acumular experiências que demonstrem as novas competências. Isto pode passar por participar em projetos internos, assumir novas responsabilidades, colaborar com outras equipas, desenvolver um projeto próprio ou construir um portefólio.
Por exemplo, uma pessoa que quer evoluir para marketing digital pode começar por apoiar a análise de resultados de campanhas, criar relatórios simples, acompanhar métricas de redes sociais ou desenvolver pequenos projetos que mostrem capacidade prática. Estas experiências ajudam a transformar aprendizagem em evidência concreta.
Uma gestão de carreira sólida deve considerar não só os interesses pessoais, mas também a realidade do mercado. Antes de investir tempo e dinheiro numa nova área, é importante perceber se existe procura, que competências são mais valorizadas, que salários são praticados e que possibilidades de progressão existem.
Isto ajuda a evitar decisões baseadas apenas em perceções. Uma área pode parecer apelativa, mas ter poucas oportunidades ou crescimento limitado. Pelo contrário, áreas menos óbvias podem oferecer maior empregabilidade, melhores condições e maior margem de evolução.
Gerir a carreira de forma isolada pode limitar a visão sobre o próprio percurso. O feedback de chefias, colegas, mentores ou profissionais da área pode ajudar a identificar pontos fortes, oportunidades de melhoria e caminhos que talvez ainda não tenham sido considerados.
Este acompanhamento pode ser informal, mas deve ser regular. Por exemplo, pode rever os seus objetivos a cada seis meses, avaliar que competências desenvolveu, que resultados conseguiu demonstrar e que próximos passos fazem sentido.
A gestão de carreira não termina quando se escolhe uma formação, uma função ou uma área profissional. O mercado muda, as competências exigidas evoluem e os interesses pessoais também podem alterar-se. Por isso, é importante rever o percurso com regularidade.
Essa revisão pode levar a pequenos ajustes, como fazer uma nova formação ou procurar projetos mais alinhados com os seus objetivos. Em alguns casos, pode significar mudar de função, setor ou área de especialização. O mais importante é que estas decisões sejam tomadas de forma consciente, e não apenas como reação a uma oportunidade ou dificuldade momentânea.
Aqui ficam algumas sugestões de cursos que podem fazer a diferença na sua gestão de carreira.
Este bootcamp é uma formação intensiva em desenvolvimento web, orientada para quem quer iniciar ou reconverter a carreira para a área tecnológica. Ao longo do curso, os participantes desenvolvem competências em JavaScript, React, Node.js e bases de dados, e aprendem a construir aplicações web completas (full-stack).
No final, os participantes ficam preparados para funções como Web Developer, Front End Developer ou Full Stack Developer, com um portefólio de projetos aplicáveis a entrevistas e processos de recrutamento.
Este curso combina marketing digital, tecnologia e ferramentas de inteligência artificial. Ao longo da formação, os participantes trabalham competências ligadas a estratégia de marketing, análise de dados, automação e utilização de ferramentas no-code, aplicadas a contextos reais. O foco está na capacidade de testar, medir e otimizar campanhas, o que torna este curso particularmente relevante para funções ligadas a marketing digital e social media.
No final, os formandos podem desempenhar funções como Marketing Specialist, Social Media Specialist ou Marketing Assistant.
Este percurso formativo prepara profissionais para entrar na área de cibersegurança. A formação cobre temas como redes, segurança de sistemas, deteção de ameaças e fundamentos de proteção digital, com uma forte componente prática e orientada para certificação. Inclui ainda preparação em inglês técnico para IT, um fator cada vez mais relevante em contextos internacionais.
No final, os participantes ficam preparados para funções como Cyber Security Analyst, Network Support Specialist ou Security Technician, com a possibilidade de progredir para certificações reconhecidas na área.
Num mercado de trabalho em constante mudança, escolher a formação certa pode fazer a diferença na forma como cada pessoa evolui, se especializa ou prepara uma mudança profissional.
Na NCN, encontra formações disponibilizadas por entidades credíveis, pensadas para responder a diferentes objetivos de carreira, desde o desenvolvimento de novas competências à requalificação profissional ou à progressão dentro da área atual.
Ao reunir cursos de várias entidades numa só plataforma, a NCN ajuda-o a comparar opções, explorar áreas com procura no mercado e tomar decisões mais informadas sobre o seu futuro profissional.
Recebeu uma proposta de contrato a termo incerto e não sabe exatamente o que significa? É normal surgirem dúvidas, sobretudo porque este tipo de contrato não indica uma data concreta para terminar.
Apesar de não ter uma duração previamente definida, o contrato a termo incerto está sujeito a regras específicas previstas no Código do Trabalho. Só pode ser utilizado em determinadas situações temporárias, tem um limite máximo de duração e confere praticamente os mesmos direitos de um contrato sem termo durante a sua vigência.
Neste artigo, explicamos o que é um contrato a termo incerto, quando pode ser utilizado, quais são os direitos do trabalhador e o que deve analisar antes de o assinar.
O contrato de trabalho a termo incerto é um contrato celebrado para responder a uma necessidade temporária da empresa cuja duração não pode ser determinada antecipadamente.
Ao contrário do contrato a termo certo, não existe uma data previamente definida para o seu fim. O contrato mantém-se em vigor apenas enquanto subsistir o motivo que justificou a contratação. Ou seja, o trabalhador sabe por que motivo foi contratado, mas não consegue saber exatamente quando terminará o vínculo laboral.
Contudo, o contrato a termo incerto não pode durar indefinidamente. Atualmente, o Código do Trabalho estabelece uma duração máxima de quatro anos.
A lei permite recorrer ao contrato a termo incerto apenas para responder a necessidades temporárias objetivamente justificadas, previstas no Código do Trabalho Português, nomeadamente no artigo 140.º. Entre as situações mais comuns encontram-se:
Neste caso, a empresa tem o dever de justificar, por escrito, o motivo concreto que fundamenta a celebração do contrato.
O contrato sem termo é o vínculo laboral mais estável: não tem uma data de fim previamente definida e mantém-se enquanto não existir uma causa legal para a sua cessação.
Já os contratos a termo são contratos temporários, usados para responder a necessidades limitadas no tempo, como substituições, projetos específicos, acréscimos excecionais de atividade ou outras situações previstas na lei.
A diferença entre contrato a termo certo e contrato a termo incerto está sobretudo na forma como o fim do contrato é definido. No contrato a termo certo, a data de fim é conhecida logo à partida (por exemplo, seis meses ou um ano) e o contrato pode ser renovado dentro dos limites legais.
No contrato a termo incerto, existe uma data de início, mas não uma data exata de fim: o contrato termina quando deixar de existir o motivo que justificou a contratação, como o regresso de um trabalhador substituído ou a conclusão de um projeto.
Na prática, o contrato sem termo dá maior previsibilidade e segurança ao trabalhador, enquanto os contratos a termo dão maior flexibilidade à empresa, mas só podem ser usados quando exista uma justificação objetiva e temporária. Se forem usados de forma indevida, se ultrapassarem os limites legais ou se não tiverem a justificação exigida, podem converter-se em contratos sem termo.
O facto de um contrato ter duração incerta não significa que o trabalhador tenha menos direitos. Durante a vigência do vínculo laboral, aplicam-se, em regra, os mesmos direitos previstos para os restantes trabalhadores da empresa.
Entre esses direitos incluem-se:
Além disso, o contrato a termo incerto também está sujeito a um período experimental, cuja duração depende do tempo previsível do contrato:
O período experimental pode ser reduzido ou excluído nas situações previstas no Código do Trabalho, nomeadamente quando exista um acordo escrito entre as partes ou quando o trabalhador já tenha desempenhado funções semelhantes em determinadas condições previstas na lei, como através de um anterior contrato a termo, trabalho temporário, prestação de serviços ou estágio profissional.
O contrato a termo incerto termina quando deixa de existir o motivo temporário que justificou a contratação, como o regresso do trabalhador substituído ou a conclusão da atividade, do projeto ou da tarefa para a qual o trabalhador foi contratado.
Quando pretende fazer cessar o contrato, o empregador deve comunicar essa decisão por escrito e respeitar os seguintes prazos mínimos de aviso prévio:
Se a empresa não cumprir estes prazos, poderá ter de pagar ao trabalhador a retribuição correspondente ao período de aviso prévio em falta.
Quando o contrato caduca por iniciativa do empregador devido ao fim da necessidade temporária que justificou a contratação, o trabalhador tem direito a uma compensação correspondente a 24 dias de retribuição base e diuturnidades por cada ano completo de antiguidade. Quando exista apenas uma fração de ano, o valor é calculado proporcionalmente.
Além desta compensação, há ainda lugar ao acerto final de contas, que pode incluir:
Existem várias situações em que o trabalhador pode passar a ter um contrato sem termo. Por exemplo, quando:
Há quem assuma que este tipo de contrato não pode ser negociado, mas a verdade é que existem vários aspetos deve esclarecer antes de assinar.
O contrato deve identificar concretamente a necessidade temporária que justifica a contratação. Evite aceitar contratos com justificações demasiado genéricas ou vagas, pois a lei exige que o motivo seja suficientemente concreto.
Mesmo que não exista uma data de fim, é legítimo perguntar qual é a estimativa da empresa.
Questões como “Qual é a duração prevista desta substituição?” ou “Existe uma estimativa para a conclusão do projeto?” podem ajudá-lo a perceber melhor a estabilidade da função.
Vale a pena perguntar se existe a possibilidade de integrar a empresa após o termo do contrato. A entidade empregadora pode não garantir essa continuidade, mas a resposta ajuda a avaliar as oportunidades de evolução profissional.
Antes de assinar, confirme todos os aspetos relacionados com a remuneração, nomeadamente:
O contrato a termo incerto pode ser uma oportunidade para integrar uma empresa e ganhar experiência profissional, mas é importante conhecer as regras associadas a este tipo de vínculo.
Se está à procura de novas oportunidades profissionais, consulte as vagas de emprego disponíveis na NCN e encontre projetos ajustados ao seu perfil e objetivos de carreira.
Gostava de fazer uma formação, mas receia ficar sem rendimento durante esse período? A boa notícia é que existem programas que incluem apoios financeiros. Neste artigo explicamos como funcionam as formações remuneradas, quem pode beneficiar destes apoios e o que deve verificar antes de escolher um curso.
As formações remuneradas são ações de formação profissional que, além da aprendizagem e da certificação, podem dar acesso a apoios financeiros.
Apesar da expressão “formação remunerada” ser ouvida com frequência, na maioria dos casos não se trata de um salário. Os valores atribuídos (a “remuneração”) correspondem a apoios sociais previstos na legislação e variam consoante o tipo de formação, a entidade promotora e a situação do formando.
Estes apoios podem incluir, entre os mais comuns:
Receber uma bolsa de formação não deve ser o único critério de escolha. Também é importante avaliar os aspetos listados abaixo.
Antes de procurar qualquer formação, é importante pensar no que pretende alcançar e, neste caso, não é diferente.
Quer adquirir novas competências para encontrar emprego? Pretende mudar de área? Ou procura atualizar os seus conhecimentos para evoluir na profissão que já exerce? Ter um objetivo claro facilita a escolha de uma formação alinhada com o seu percurso.
Dê preferência a entidades formadoras certificadas pela DGERT ou a programas promovidos por entidades públicas, como o IEFP, ou por iniciativas de requalificação profissional desenvolvidas em parceria com empresas.
Estas formações oferecem, regra geral, maior garantia de qualidade e certificação reconhecida.
Verifique se a formação integra o Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ). Neste caso, as competências adquiridas ficam registadas no Passaporte Qualifica e podem ser utilizadas para completar uma qualificação profissional sem ter de repetir formação que já realizou. Isto pode ser uma vantagem se, no futuro, pretender obter um certificado profissional, candidatar-se a determinadas funções ou continuar um percurso de formação.
Se a formação não integrar o CNQ, confirme igualmente se a certificação é reconhecida pelo setor ou pelas entidades empregadoras da área em que pretende trabalhar.
Nem todas as formações remuneradas atribuem os mesmos apoios. Antes de se inscrever, confirme se a formação inclui bolsa de formação, subsídio de alimentação, subsídio de transporte ou outros apoios durante a formação em contexto de trabalho ou estágio, quando aplicável.
Confirme também quais são os requisitos de elegibilidade, uma vez que alguns apoios são atribuídos apenas a desempregados inscritos no IEFP ou a determinados públicos.
É igualmente importante não escolher a formação apenas pelos apoios financeiros. Consulte o programa e confirme quais são as competências que irá adquirir, a duração da formação e se existe formação prática, estágio ou formação em contexto de trabalho. Componentes como estes permitem aplicar os conhecimentos que vai adquirindo ao longo da formação e facilitam a integração no mercado de trabalho mais tarde.
Se possível, procure ainda perceber quais são as saídas profissionais do curso e se a entidade formadora mantém parcerias com as empresas do setor.
Grande parte das formações com apoios financeiros encontra-se em programas públicos ou financiados.
É possível encontrar este tipo de oferta em:
Se procura uma formação com elevada empregabilidade, pode também consultar a oferta da NCN, onde encontrará cursos desenvolvidos em parceria com entidades certificadas e empresas, em áreas com forte procura no mercado de trabalho.
Na NCN encontra diferentes percursos de formação que permitem desenvolver competências profissionais enquanto beneficia de apoios financeiros. Eis alguns exemplos:
Se procura uma carreira na indústria 4.0, este Curso de Especialização Tecnológica (CET) é uma opção a considerar. Ao longo da formação, os participantes desenvolvem competências em automação industrial, robótica, programação, mecatrónica, manutenção de equipamentos industriais e redes industriais, terminando com um estágio curricular em empresa.
O curso confere uma qualificação de nível 5 do Quadro Nacional de Qualificações (QNQ) e permite exercer funções como especialista em automação, técnico de mecatrónica ou programador de sistemas automatizados, numa área com elevada procura de profissionais.
A formação é gratuita e os participantes elegíveis podem beneficiar de bolsa de formação, subsídio de alimentação, transporte, alojamento e outros apoios sociais disponibilizados pela ATEC.
Este Curso de Educação e Formação de Adultos (EFA) destina-se a adultos com mais de 23 anos que pretendam concluir o 12º ano e obter, em simultâneo, uma qualificação profissional de nível 4.
Ao longo da formação, os participantes aprendem a instalar, reparar e efetuar a manutenção de equipamentos elétricos, eletrónicos e sistemas de automação e comando. O curso inclui ainda formação prática em contexto de trabalho para facilitar a transição para o mercado de trabalho.
Os formandos elegíveis podem beneficiar dos apoios sociais disponibilizados pela ATEC, incluindo bolsa de formação, alimentação e transporte.
Este programa de requalificação profissional prepara profissionais para funções de atendimento, apoio ao cliente e vendas em ambientes de contact center. O percurso combina 400 horas de formação em sala com 400 horas de formação em contexto de trabalho. Permite desenvolver competências em comunicação, negociação, gestão de reclamações, utilização de plataformas CRM, vendas e atendimento ao cliente, bem como inglês aplicado ao setor.
Os participantes elegíveis podem beneficiar de bolsa de formação, subsídio de alimentação, transporte, alojamento e apoio durante a formação prática. As unidades certificadas ficam registadas no Passaporte Qualifica e podem ser aproveitadas em futuras qualificações.
Este curso é ideal para quem pretende trabalhar no setor agrícola, com especial enfoque na viticultura e olivicultura. Ao longo de cerca de 800 horas de formação, os participantes aprendem técnicas de produção agrícola sustentável, poda e enxertia, proteção fitossanitária, operação de tratores e outros equipamentos agrícolas, bem como manutenção das culturas. A formação inclui ainda uma componente significativa de formação em ambiente laboral.
A formação é financiada e prevê apoios como bolsa de formação, subsídio de alimentação, transporte e alojamento para os candidatos elegíveis. As UFCD (Unidades de Formação de Curta Duração) concluídas podem ser igualmente registadas no Passaporte Qualifica e utilizadas em futuros percursos de qualificação.
Este programa de requalificação profissional permite iniciar uma carreira na área da análise de dados, uma das áreas tecnológicas com maior procura por parte das empresas.
Ao longo de 1100 horas de formação, os participantes aprendem sobre gestão e análise de dados, programação em Python e R, Business Intelligence, Cloud Computing, visualização de dados, dashboards, storytelling com dados e desenvolvimento de projetos de análise. O percurso inclui ainda 400 horas de formação em contexto de trabalho.
Os participantes elegíveis podem beneficiar de bolsa de formação, subsídio de alimentação, transporte e alojamento, quando aplicável. As UFCD concluídas ficam registadas no Passaporte Qualifica e podem ser capitalizadas para futuras qualificações profissionais.
As formações remuneradas permitem desenvolver novas competências enquanto beneficia de apoios financeiros que podem tornar a aprendizagem mais acessível.
Se está à procura de uma nova oportunidade ou pretende dar um novo rumo à sua carreira, explore a oferta formativa disponível na NCN. Encontrará cursos em áreas com elevada procura no mercado de trabalho, ministrados por entidades certificadas e com taxas de empregabilidade superiores a 70%, para que possa escolher a formação mais adequada ao seu perfil e aos seus objetivos.
A área de contabilidade continua a ter uma forte procura, mas sem a formação certa é difícil abrir portas neste setor. A boa notícia? Os melhores cursos de contabilidade preparam profissionais capazes de dominar ferramentas digitais e IA, analisar dados e acompanhar as mudanças constantes da legislação.
Neste guia, explicamos que formação é necessária para trabalhar em contabilidade, quais as competências mais procuradas pelas empresas e que cursos podem complementar o seu percurso profissional.
Os profissionais de contabilidade são responsáveis por organizar e analisar a informação financeira de empresas e outras organizações. O seu trabalho contribui para o cumprimento das obrigações fiscais e contabilísticas, mas também para apoiar a gestão na tomada de decisões.
Dependendo da função e da empresa, as principais responsabilidades podem incluir:
Atualmente, grande parte destas tarefas é realizada com recurso a software de contabilidade, folhas de cálculo e outras ferramentas digitais. Por esse motivo, além dos conhecimentos técnicos, as competências tecnológicas assumem um papel cada vez mais importante nesta profissão.
Para trabalhar em contabilidade, o percurso mais comum passa pela formação em Contabilidade, Contabilidade e Administração, Gestão, Finanças ou áreas semelhantes.
Por outro lado, existem funções de apoio administrativo e financeiro onde a experiência profissional e a formação complementar podem ser suficientes para iniciar uma carreira e adquirir experiência na área.
A atualização de conhecimentos é igualmente importante. A legislação fiscal sofre alterações frequentes e os procedimentos contabilísticos acompanham a evolução das obrigações legais e das tecnologias utilizadas pelas empresas. Por isso, a formação contínua faz parte do desenvolvimento profissional de muitos contabilistas.
Dominar os princípios da contabilidade continua a ser essencial, mas, atualmente, muitas empresas procuram profissionais capazes de ir além do registo e tratamento da informação financeira.
O Excel continua a ser uma das ferramentas mais utilizadas na contabilidade. É frequentemente utilizado para organizar grandes volumes de informação, efetuar cálculos, criar tabelas dinâmicas, analisar dados financeiros e elaborar relatórios.
Dominar funcionalidades avançadas permite automatizar tarefas, reduzir os erros e tornar o trabalho diário significativamente mais eficiente.
Cada vez mais empresas esperam que os profissionais de contabilidade consigam transformar os dados financeiros em informação útil para apoiar a gestão.
Competências em análise de dados e ferramentas como o Power BI permitem criar dashboards, acompanhar indicadores financeiros, identificar tendências e comunicar resultados de forma mais clara.
A Inteligência Artificial está a transformar a forma como muitas tarefas administrativas e financeiras são realizadas. É possível utilizá-la para resumir a legislação, analisar documentos, apoiar a elaboração de relatórios, automatizar tarefas repetitivas, esclarecer dúvidas técnicas ou acelerar a pesquisa de informação. Saber utilizar estas ferramentas de forma crítica e responsável pode representar uma vantagem competitiva.
Grande parte das empresas utiliza um software específico para contabilidade, faturação, gestão documental ou sistemas ERP. Conhecer este tipo de plataformas facilita a integração nas organizações, melhora a eficiência dos processos e permite compreender melhor o funcionamento das diferentes áreas do negócio.
Não é uma competência obrigatória, mas ter conhecimentos de programação ajuda a automatizar tarefas repetitivas, tratar grandes volumes de dados, integrar informação proveniente de diferentes sistemas ou desenvolver pequenas soluções que aumentem a produtividade.
O trabalho do profissional de contabilidade não termina na elaboração de relatórios. Muitas vezes é necessário explicar resultados financeiros, apoiar gestores ou colaborar com diferentes departamentos da empresa.
Desenvolver competências de comunicação facilita a apresentação de informação técnica de forma clara e contribui para uma melhor tomada de decisões.
A NCN não dispõe de cursos especificamente dedicados à contabilidade, mas conta com formações que permitem obter competências relacionadas e cada vez mais valorizadas pelas empresas. Aqui ficam algumas sugestões.
Este programa prepara os participantes para utilizar e implementar o software Cegid Primavera, um dos sistemas ERP mais utilizados pelas empresas portuguesas. A formação combina uma forte componente prática com conhecimentos sobre processos financeiros, gestão empresarial e recursos humanos. O curso inclui ainda a possibilidade de acesso a estágio remunerado para os participantes que obtenham aproveitamento na certificação.
Este bootcamp ensina a recolher, tratar, analisar e visualizar os dados através de ferramentas como o Excel, SQL, Power BI e Python. A aprendizagem é prática e inclui projetos reais, permitindo desenvolver competências analíticas muito procuradas pelas empresas.
Este curso é especialmente útil para quem pretende evoluir para funções de controlo de gestão, reporting ou análise financeira.
Este percurso formativo desenvolve competências de programação em Python, uma das linguagens mais utilizadas na automação de processos e análise de dados. A formação é realizada ao ritmo do participante e inclui preparação para certificações reconhecidas internacionalmente.
Embora não seja um fator eliminatório, ter conhecimentos em Python pode ajudar a automatizar tarefas repetitivas, tratar grandes volumes de dados, processar ficheiros Excel ou a desenvolver pequenos scripts que aumentem a produtividade em funções contabilísticas e financeiras.
Este curso aborda a análise de dados, Machine Learning e Inteligência Artificial, recorrendo a ferramentas como Python, SQL e TensorFlow. A formação inclui projetos práticos e preparação para funções ligadas à ciência de dados.
Esta formação é indicada para profissionais que pretendam ir além da contabilidade tradicional e aprender sobre análise preditiva, automação e Inteligência Artificial. Pode ser uma mais-valia para funções em análise financeira, business intelligence ou transformação digital na área financeira.
A contabilidade continua a ser uma profissão altamente especializada, mas também cada vez mais tecnológica. Se pretende reforçar o seu perfil profissional, explore a oferta formativa disponível na NCN.
Encontre a formação que melhor se adapta aos seus objetivos profissionais.
Obter novas competências não implica necessariamente frequentar um curso de longa duração. A formação modular foi criada precisamente para oferecer uma resposta mais flexível. Através de módulos de curta duração, consegue obter conhecimento valorizado pelas empresas, e construir uma qualificação de forma progressiva.
Neste artigo, explicamos o que é a formação modular, como funciona, quem a pode frequentar e o que deve ter em conta antes de escolher uma formação.
A formação modular certificada é uma modalidade de formação profissional que permite adquirir ou atualizar competências através de Unidades de Formação de Curta Duração (UFCD). Ao contrário dos cursos tradicionais, em que existe um plano de estudos completo e contínuo, estas formações são organizadas em módulos independentes. Ou seja, pode frequentar apenas as unidades mais relevantes para os seus objetivos.
Prevista no âmbito do Sistema Nacional de Qualificações e enquadrada por legislação como a Portaria n.º 66/2022, a formação modular baseia-se nos referenciais do Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ). Isto significa que as competências adquiridas são oficialmente reconhecidas e podem ser capitalizadas para a obtenção de uma qualificação profissional.
Na maioria dos casos, cada UFCD tem uma duração de 25 ou 50 horas, embora seja possível combinar várias unidades e construir um percurso de formação mais completo.
A formação modular certificada destina-se, sobretudo, a adultos que pretendem melhorar as suas competências profissionais ou aumentar as oportunidades de emprego.
Podem frequentar esta modalidade:
Em situações específicas, também podem frequentar estas formações jovens com menos de 18 anos que estejam comprovadamente inseridos no mercado de trabalho ou em centros educativos, conforme previsto na legislação aplicável. As habilitações mínimas exigidas variam consoante o percurso formativo e o nível de qualificação associado.
Existem vários motivos para fazer uma formação modular certificada.
Nem sempre é necessário iniciar uma formação extensa para evoluir profissionalmente. A formação modular permite aprofundar conhecimentos em áreas específicas, responder a novas exigências da profissão ou adquirir competências técnicas valorizadas pelas empresas atualmente, através de módulos de curta duração.
Por serem organizadas em unidades independentes, estas formações são frequentemente mais fáceis de compatibilizar com horários de trabalho ou outras responsabilidades pessoais. Esta flexibilidade torna-as particularmente interessantes para quem pretende continuar a trabalhar enquanto investe no seu desenvolvimento profissional.
Ao contrário de muitas formações isoladas, as UFCD podem integrar um percurso de qualificação reconhecido. À medida que conclui novos módulos, o formando acumula competências que podem contribuir para a obtenção de uma certificação profissional prevista no Catálogo Nacional de Qualificações.
As formações modulares são construídas com base em referenciais nacionais de competências, de forma a responder às necessidades identificadas pelas empresas e pelos diferentes setores de atividade.
Por isso, representam uma forma prática de acompanhar a evolução das profissões e reforçar a empregabilidade.
Como existem centenas de UFCD e percursos disponíveis, vale a pena analisar alguns critérios antes de se inscrever.
Antes de procurar um curso, identifique o que pretende alcançar.
Se procura atualizar competências para a função que já desempenha, podem bastar módulos numa área específica. Se o objetivo for mudar de profissão ou obter uma qualificação, poderá fazer mais sentido frequentar um percurso composto por várias unidades de formação.
Ter um objetivo bem definido ajuda a evitar formações que, apesar de interessantes, pouco acrescentam ao seu percurso profissional.
Nem toda a formação de curta duração corresponde a uma formação modular certificada. Antes de se inscrever, confirme se o módulo ou o percurso fazem parte do Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ). Desta forma, garante que a formação é oficialmente reconhecida e que as unidades concluídas podem ser capitalizadas para obter uma qualificação profissional no futuro.
A entidade que ministra a formação é tão importante como os conteúdos. Verifique se integra a rede de entidades formadoras do Sistema Nacional de Qualificações ou se possui certificação para desenvolver formação na respetiva área. Além disso, vale a pena consultar a experiência da entidade, a oferta formativa disponível e a ligação ao mercado de trabalho.
Consulte o programa e confirme quais as competências que irá desenvolver, que ferramentas ou metodologias serão abordadas e se os conteúdos estão alinhados com as exigências da função que pretende desempenhar. Uma UFCD com um nome apelativo pode não abordar os temas de que realmente precisa de momento.
As formações modulares foram pensadas para serem compatíveis com a vida profissional, mas a organização pode variar entre entidades. Antes de se inscrever, confirme a carga horária, o calendário, o regime de funcionamento (presencial, online ou híbrido) e o horário das sessões. Quanto mais compatível for a formação com a sua disponibilidade, maior será a probabilidade de a concluir com sucesso e de tirar o máximo partido da aprendizagem.
Estas são algumas das formações modulares a ter em conta em várias áreas, de saúde à tecnologia.
Este curso prepara profissionais para desempenhar funções de apoio em unidades de saúde. Inclui módulos sobre prestação de cuidados, higiene e conforto do utente, alimentação e hidratação, prevenção e controlo da infeção, esterilização, comunicação em contexto de saúde e trabalho em equipas multidisciplinares, complementados por formação prática em contexto de trabalho.
Destinada a quem pretende desenvolver uma carreira no atendimento ao cliente, esta formação aborda temas como comunicação profissional, técnicas de atendimento e negociação, gestão de reclamações, vendas, utilização de plataformas CRM, ferramentas digitais e inglês aplicado ao comércio e aos serviços. O percurso inclui igualmente formação em contexto de trabalho.
Indicada para quem pretende iniciar uma carreira na área tecnológica, esta formação integra módulos sobre algoritmos, programação orientada a objetos, bases de dados, desenvolvimento web, frameworks, desenvolvimento de aplicações móveis e quality assurance. O percurso termina com uma componente de formação prática em empresa.
Neste curso – vocacionado para o setor agroalimentar – encontra módulos sobre operações em adega e lagar, armazenamento, manutenção preventiva, qualidade alimentar, segurança no trabalho e condução de equipamentos de carga e descarga. Tal como os restantes percursos, inclui formação em contexto de trabalho para consolidar as competências adquiridas.
A formação modular é uma solução flexível para quem pretende aprender mais e evoluir profissionalmente. Explore as formações disponíveis na New Career Network (NCN) e descubra o caminho mais adequado para a próxima etapa da sua carreira.
A cibersegurança é hoje uma das áreas mais críticas para as empresas. No entanto, segundo o Observatório de Cibersegurança do Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), a sociedade portuguesa apresenta ainda níveis de maturidade desiguais na forma como responde a estes riscos, apesar do reforço de medidas e da crescente atenção ao tema. Este desfasamento entre exposição e preparação está a acelerar a procura por competências na área.
É neste contexto que os cursos de cibersegurança se tornam particularmente relevantes. São agora uma porta de entrada para uma das áreas com maior crescimento e procura no mercado de trabalho.
A cibersegurança envolve a proteção de sistemas, redes e dados contra-ataques digitais, falhas de segurança e acessos não autorizados.
Ao longo de uma formação de cibersegurança é comum desenvolver competências como:
Nem todos os cursos de cibersegurança são iguais. Existem diferentes formatos, consoante o nível de experiência e objetivo profissional.
Destinam-se a quem está a começar na área. Focam-se em conceitos básicos de segurança digital, em redes e boas práticas de cibersegurança.
Estas formações são práticas e aceleradas, com forte componente técnica. São orientadas para a entrada rápida no mercado de trabalho.
Incluem formações mais estruturadas e podem conferir uma qualificação profissional formal. Em alguns casos, incluem componente prática em contexto de trabalho (estágio), sendo indicados para quem procura uma formação mais completa e orientada para iniciar atividade na área.
Estes cursos são concebidos para preparar os participantes para exames de certificações reconhecidas internacionalmente, emitidas por entidades como a Cisco, CompTIA ou EC-Council. São especialmente valorizados por empresas que procuram validar competências técnicas específicas.
Este passo a passo pode ajudar a tomar uma decisão.
O primeiro passo é identificar o ponto de partida. Isto significa perceber se já tem bases em áreas como redes, sistemas operativos ou informática geral, ou se se está a começar do zero. Esta distinção é importante porque existem cursos com níveis muito diferentes de exigência técnica, e escolher um nível inadequado pode dificultar a aprendizagem ou limitar o aproveitamento da formação.
Depois de perceber o ponto de partida, é importante clarificar o objetivo. Algumas formações são mais orientadas para a entrada rápida no mercado de trabalho, enquanto outras são mais completas e focadas em especialização técnica. Por exemplo:
Em cibersegurança, cursos com nomes semelhantes podem ter conteúdos muito diferentes. Antes de se inscrever, consulte o plano curricular e confirme se o curso aborda os principais pilares da área, como:
Se pretende uma formação mais avançada, procure cursos de investigação forense digital, análise de malware, ethical hacking, segurança cloud, gestão de risco ou operações de SOC (Security Operations Center).
A cibersegurança é uma área altamente prática, pelo que a componente aplicada deve ter um peso relevante na formação. Cursos que incluem laboratórios, simulações, exercícios práticos ou projetos permitem desenvolver competências muito mais próximas da realidade profissional do que formações exclusivamente teóricas.
Sempre que possível, valorize também cursos que incluam formação em contexto real ou estágio numa empresa, uma vez que proporcionam contacto direto com os desafios e as ferramentas utilizadas no mercado de trabalho.
Por fim, é importante analisar o tipo de certificação obtida no final da formação. Dependendo do curso, pode tratar-se de uma qualificação formal integrada no Quadro Nacional de Qualificações, de um certificado de formação profissional ou, em alguns casos, de uma formação orientada para certificações internacionais reconhecidas no setor da cibersegurança.
Este detalhe pode influenciar a forma como o seu perfil é interpretado em entrevistas de emprego e a facilidade com que pode evoluir para funções mais técnicas ou especializadas.
Nesta secção reunimos algumas formações em cibersegurança disponíveis na NCN, com diferentes níveis de duração, profundidade técnica e orientação prática. O objetivo é ajudar a comparar opções e perceber que tipo de percurso pode fazer mais sentido para quem quer entrar ou evoluir nesta área.
Este curso é orientado para quem quer iniciar uma carreira em cibersegurança ofensiva, com foco em técnicas de Ethical Hacking e preparação para certificação. Combina conteúdos técnicos com módulos de inglês para IT, sendo uma opção forte para quem pretende entrar na área com uma base internacionalmente reconhecida.
Esta é uma formação introdutória focada em análise de segurança, monitorização de sistemas e noções fundamentais de redes e proteção digital. É uma opção de entrada para quem pretende começar por funções mais orientadas à análise e suporte em cibersegurança.
Este curso oferece uma formação abrangente em cibersegurança, com forte componente técnica e prática. Prepara os formandos para funções técnicas mais completas ao abordar áreas como redes e sistemas, programação em Python, gestão de vulnerabilidades, segurança de informação, criptografia, análise forense digital, investigação de malware, OSINT, segurança cloud e resposta a incidentes.
Este curso cobre os principais conceitos de cibersegurança, com foco na identificação de ameaças, análise de riscos e implementação de medidas de proteção em sistemas, redes e equipamentos informáticos. É uma opção mais abrangente para quem procura uma introdução estruturada à área e o desenvolvimento de competências fundamentais em segurança digital.
Entrar na área da cibersegurança não depende apenas de escolher um curso. Depende de perceber que tipo de trabalho se quer fazer e escolher uma formação que faça sentido para isso. Afinal, a diferença entre uma boa decisão e uma escolha menos acertada está, muitas vezes, na informação usada para orientar esse caminho.
A NCN foi criada precisamente para apoiar esse processo. Reúne formação, vagas de emprego e dados de mercado profissional num único lugar, para ajudar a tomar decisões mais informadas e realistas.
Perder o emprego obriga, muitas vezes, a repensar o próximo passo. Para algumas pessoas, significa procurar uma nova oportunidade na mesma área. Para outras, pode ser o momento certo para adquirir novas competências ou até mudar de profissão.
É precisamente nesse contexto que os cursos financiados ganham relevância. Mas nem todos são iguais. Por isso, antes de escolher uma formação, vale a pena ler este artigo.
Os cursos financiados para desempregados são formações apoiadas por programas públicos ou fundos europeus que permitem aos participantes frequentar um curso a custo zero.
O principal objetivo destas formações gratuitas é promover a aquisição de novos conhecimentos e facilitar a integração ou reintegração no mercado de trabalho, sobretudo em áreas onde existe maior procura por profissionais.
Estas formações podem ser promovidas por diferentes entidades formadoras certificadas, como é o caso do IEFP, e decorrer em regime presencial, online ou híbrido. A duração, os critérios de acesso e os apoios disponíveis variam consoante o programa de financiamento e a entidade responsável pela formação.
Não existe uma resposta única, porque os critérios variam de acordo com o programa de financiamento.
No entanto, muitas destas formações destinam-se a pessoas que:
Existem também programas financiados que aceitam candidatos empregados ou pessoas que pretendem melhorar as suas qualificações, pelo que vale a pena confirmar sempre os requisitos de cada curso antes da candidatura.
Uma das principais vantagens dos cursos financiados é que, para além da gratuitidade da formação, podem incluir apoios destinados a reduzir os custos de participação.
Consoante o curso e a medida de financiamento, podem estar previstos apoios como:
Nem todos os cursos incluem os mesmos benefícios. Por isso, é importante consultar as condições específicas antes de efetuar a inscrição.
O facto de um curso ser gratuito não significa, por si só, que seja a melhor opção. A escolha deve ter em conta o impacto que essa formação pode ter no seu percurso profissional e nas oportunidades de emprego (realisticamente) expectáveis depois de o terminar.
Antes de decidir, procure perceber se a área da formação está associada a funções com procura real, como por exemplo tecnologia, logística, análise de dados, marketing digital ou áreas técnicas industriais.
Uma forma simples de avaliar isto é verificar se existem várias ofertas de emprego para funções semelhantes e se as empresas continuam a contratar perfis nessa área de forma consistente.
Pode fazer esta pesquisa através da NCN, através da página vagas de emprego.
Sempre que possível, procure formações que indiquem haver uma ligação a empresas, estágios ou integração no mercado de trabalho.
Cursos com projetos práticos, simulação de contexto real ou contacto com ferramentas usadas pelas empresas tendem a facilitar a transição para uma função profissional.
Não se baseie apenas no nome do curso. Analise o programa e verifique se irá trabalhar ferramentas ou competências concretas que aparecem nas ofertas de emprego, como por exemplo Excel avançado, SQL, Python, ferramentas de marketing digital, ERP ou sistemas industriais.
Quanto mais próximo estiver o conteúdo do curso da realidade das funções profissionais, maior o seu impacto no currículo.
Alguns cursos conferem certificações reconhecidas no mercado, emitidas por entidades certificadas ou empresas tecnológicas.
Em certos casos, especialmente em formações de nível 4 ou EFA, os cursos podem também atribuir equivalência ao 12.º ano de escolaridade, o que pode ser relevante se pretende concluir uma qualificação escolar e profissional em simultâneo.
O tipo de certificação pode ser relevante em áreas mais técnicas, onde determinadas certificações são valorizadas pelos recrutadores.
Por fim, antes de se inscrever, procure responder a estas perguntas:
Se a resposta a estas questões não for clara, pode ser um sinal de que a formação não está suficientemente alinhada com o mercado ou com as suas necessidades do momento.
Estas formações são uma oportunidade para desenvolver competências práticas e melhorar a empregabilidade em setores com procura no mercado de trabalho.
Este curso prepara profissionais para instalar, manter e reparar equipamentos elétricos, eletrónicos e sistemas de automação e telecomunicações em edifícios. Ao longo da formação, os formandos desenvolvem aptidões técnicas e realizam formação prática em contexto de trabalho.
O que inclui esta formação:
Este Curso de Especialização Tecnológica (CET) de nível 5 permite atuar na gestão, otimização e controlo de sistemas energéticos em edifícios e instalações industriais, com foco na eficiência energética e na redução de consumos. Ao longo da formação, os participantes desenvolvem competências técnicas em áreas como a eletricidade, automação, energias renováveis, AVAC e sistemas de gestão técnica de edifícios.
O que inclui esta formação:
Este percurso formativo integra o programa PRO_MOV e é desenvolvido em articulação com o IEFP, I.P. A programação combina aprendizagem teórica e prática, com uma forte ligação ao contexto empresarial. Ao longo do curso, os formandos aprendem a diagnosticar avarias, a realizar reparações e a validar o funcionamento dos equipamentos, seguindo normas técnicas e de segurança.
O que inclui esta formação:
Esta formação também integra o programa PRO_MOV e ensina a desempenhar funções em contexto laboratorial, nomeadamente na realização de análises químicas e físicas em setores como a indústria farmacêutica, alimentar, química e têxtil. A formação tem uma forte componente prática e decorre em articulação com empresas do setor.
O que inclui esta formação:
Os cursos financiados são uma forma de adquirir novas competências sem ter de suportar os custos da formação num momento de desemprego. E é aqui que a NCN pode ajudar.
Na nossa plataforma pode encontrar cursos financiados com elevada empregabilidade, explorar diferentes profissões, consultar dados sobre salários e as tendências do mercado.
Com esta informação, fica mais fácil escolher uma formação alinhada com os seus objetivos e com o que o mercado realmente procura.
O contrato a termo certo é uma das modalidades de contratação mais utilizadas pelas empresas em Portugal, mas ainda gera muitas dúvidas entre os trabalhadores. Qual a sua duração máxima? Em que situações pode ser celebrado? O que acontece quando chega ao fim?
Neste artigo, explicamos as principais regras deste tipo de contrato.
O contrato de trabalho a termo certo é um contrato celebrado por um período previamente definido, em que a data de início e a data de fim da relação laboral são estabelecidas no momento da celebração do contrato. Trata-se de uma modalidade de contrato de trabalho a termo resolutivo, regulada pelos artigos 140.º a 149.º do Código do Trabalho.
Ao contrário do contrato sem termo – também conhecido como contrato efetivo – o contrato a termo certo termina na data previamente estabelecida, salvo se for renovado ou se se converter num contrato sem termo nas situações previstas na lei.
A lei prevê um conjunto de situações específicas em que é possível celebrar um contrato a termo certo. Fora destes casos, o contrato pode ser considerado sem termo.
Entre as principais situações previstas no Código do Trabalho encontram-se:
Além destas situações, o contrato a termo certo pode ainda ser celebrado no lançamento de nova atividade de duração incerta ou no início do funcionamento de uma empresa ou estabelecimento com menos de 250 trabalhadores, durante os dois anos seguintes. Também pode ser utilizado para contratar trabalhadores em situação de desemprego de longa duração.
A entidade empregadora tem de conseguir justificar a utilização deste tipo de contrato. Cabe-lhe provar que existe uma necessidade temporária que legitima a contratação e que o contrato é celebrado apenas pelo período estritamente necessário para responder a essa necessidade.
O contrato de trabalho a termo certo tem uma duração máxima de dois anos, incluindo todas as renovações.
A duração inicial é definida pelas partes no momento da celebração do contrato, desde que respeite o motivo que justifica a contratação. Em algumas situações, como na execução de uma tarefa ocasional ou na substituição temporária de um trabalhador, o contrato pode ter uma duração inferior a seis meses, desde que corresponda ao tempo necessário para satisfazer essa necessidade temporária.
No que diz respeito à renovação, o contrato pode:
A lei permite a renovação até três vezes, desde que continuem a verificar-se os fundamentos que justificaram a celebração do contrato e sejam respeitados os restantes requisitos legais.
Um trabalhador com contrato a termo certo tem os mesmos direitos e deveres de um trabalhador com contrato sem termo que desempenhe funções comparáveis. A lei apenas admite diferenças de tratamento quando existam razões objetivas que as justifiquem.
Entre os principais direitos do trabalhador com contrato a termo certo estão incluídos:
Além disso, após a cessação do contrato, o trabalhador tem, durante 30 dias, preferência na celebração de um contrato sem termo, em igualdade de condições, caso o empregador proceda ao recrutamento externo para funções idênticas às que desempenhava. Se este direito não for respeitado, o empregador pode ser obrigado a indemnizar o trabalhador no valor correspondente a três meses de retribuição base.
O contrato de trabalho a termo certo pode renovar-se automaticamente, caso nenhuma das partes comunique a intenção de o cessar. Se o empregador ou o trabalhador comunicar, por escrito e dentro do prazo legal, que não pretende renovar, o contrato termina na data prevista.
No caso de ser o empregador a não querer renovar o contrato, deve comunicar essa decisão ao trabalhador com uma antecedência mínima de 15 dias antes do fim do contrato.
Se o trabalhador não pretender renovar o contrato, deve comunicar essa decisão ao empregador com uma antecedência mínima de 8 dias antes do fim do contrato.
Quando a cessação ocorre por caducidade por iniciativa do empregador, o trabalhador tem direito a uma compensação correspondente a 24 dias de retribuição base e diuturnidades por cada ano completo de antiguidade, calculada nos termos previstos no Código do Trabalho.
No final do contrato, o trabalhador tem ainda direito a receber os valores que lhe sejam devidos, nomeadamente:
Um contrato a termo certo pode converter-se num contrato sem termo quando não são cumpridas as regras previstas na lei para a contratação a termo.
Isto pode acontecer, nomeadamente, quando:
Nestas situações, o contrato considera-se celebrado sem termo, mantendo-se a antiguidade do trabalhador desde o início da prestação de trabalho.
Conhecer as regras associadas aos diferentes tipos de contrato de trabalho, incluindo o contrato a termo certo, é essencial para tomar decisões mais informadas sobre o seu percurso profissional.
Se pretende desenvolver novas competências e aumentar as suas oportunidades no mercado de trabalho, conheça as formações disponíveis na NCN e encontre o curso mais adequado aos seus objetivos profissionais.
Nem todas as oportunidades de emprego chegam aos portais de recrutamento. Muitas empresas recorrem a bases de dados de candidatos ou analisam candidaturas espontâneas quando surge uma nova necessidade de contratação.
Por isso, uma candidatura espontânea bem preparada pode colocá-lo na lista de potenciais candidatos antes mesmo de iniciar um processo de recrutamento.
No entanto, para que este tipo de candidatura seja eficaz, é importante escolher bem as empresas, adaptar a mensagem e mostrar de forma clara o valor que pode acrescentar.
Neste artigo, explicamos como fazer uma candidatura espontânea, os erros que deve evitar e como aumentar as probabilidades de ser contactado.
Uma candidatura espontânea é uma candidatura enviada a uma empresa sem existir uma oferta de emprego publicada para a função pretendida.
Ao contrário de uma candidatura tradicional, em que responde a uma vaga específica, aqui é o candidato que toma a iniciativa de demonstrar interesse em trabalhar na organização. Com este tipo de candidatura pode dar-se a conhecer antecipadamente e ser considerado quando surgirem oportunidades no futuro.
Enviar uma candidatura espontânea pode ser uma boa opção quando:
Uma candidatura espontânea eficaz exige alguma preparação. Como não existe uma vaga específica à qual responder, é importante que a candidatura mostre, desde o primeiro contacto, porque faz sentido para a empresa conhecer o seu perfil.
Estes são os principais passos.
Um dos erros mais comuns é enviar a mesma candidatura para dezenas de empresas sem qualquer critério. Antes de enviar o currículo, procure perceber:
Quanto mais alinhada estiver a empresa com o seu percurso e objetivos, maior será a probabilidade de a candidatura despertar interesse.
Além de pesquisar a empresa, é útil analisar o mercado e perceber quais são as profissões mais procuradas, os salários médios da área, as competências mais valorizadas e as perspetivas de crescimento da profissão.
Ferramentas como a NCN podem ajudar neste processo. Aqui, pode explorar diferentes profissões, consultar dados do mercado de trabalho – incluindo o respetivo salário médio de determinada área -, comparar carreiras e identificar as oportunidades alinhadas com o seu perfil. Mesmo que uma empresa não tenha vagas abertas naquele momento, esta informação ajuda a perceber onde faz mais sentido investir tempo e esforço numa candidatura espontânea.
Sempre que possível, envie a candidatura para o departamento de Recursos Humanos ou para a pessoa responsável pelo recrutamento.
Se a empresa disponibilizar um endereço de e-mail específico para candidaturas, utilize-o. Caso contrário, pode recorrer ao LinkedIn ou ao website da empresa para identificar o contacto mais adequado.
Evite enviar currículos para endereços genéricos quando existirem canais próprios para recrutamento. Caso contrário, o mais provável é que o seu e-mail nunca venha a ser aberto.
Mesmo sem uma oferta publicada, o currículo deve ser ajustado à realidade da empresa.
Destaque as experiências e competências mais relevantes para o setor em que pretende trabalhar e procure utilizar uma linguagem próxima da utilizada pela própria organização.
O objetivo é facilitar a identificação entre aquilo que a empresa poderá vir a precisar e o valor que pode acrescentar.
A mensagem que acompanha o currículo é tão importante como o próprio CV. Portanto, explique de forma objetiva:
Evite mensagens demasiado longas. Na maioria dos casos, três ou quatro parágrafos curtos são suficientes para despertar interesse.
Uma candidatura espontânea não deve centrar-se apenas naquilo que procura. Em vez de explicar apenas que pretende uma oportunidade, demonstre de que forma as suas competências podem contribuir para a empresa.
Sempre que possível, apresente exemplos concretos de projetos, resultados alcançados ou experiências relevantes que sustentem a sua candidatura.
Se não obtiver resposta, pode fazer um contacto de acompanhamento passadas uma ou duas semanas. Uma mensagem breve e educada é suficiente para confirmar a receção da candidatura e reforçar o interesse em integrar a empresa.
Caso não exista resposta, evite insistir repetidamente. O mais indicado é continuar a procurar novas oportunidades e alargar a pesquisa a outras organizações.
Mesmo os candidatos qualificados podem reduzir significativamente as hipóteses de sucesso ao cometer alguns erros simples.
Uma candidatura espontânea deve ser breve, personalizada e demonstrar claramente porque pretende integrar aquela empresa.
Guarde este exemplo e adapte consoante o seu caso.
Assunto: Candidatura espontânea – Gestor de Marketing
Mensagem:
Exmos. Senhores,
O meu nome é João Silva e acompanho o trabalho da vossa empresa há vários anos, sobretudo os projetos desenvolvidos na área do marketing digital.
Ao longo do meu percurso profissional desenvolvi experiência em gestão de campanhas, criação de conteúdos e análise de resultados, competências que acredito poder colocar ao serviço da vossa equipa.
Em anexo envio o meu currículo para eventual consideração em futuras oportunidades.
Agradeço desde já a atenção e fico disponível para prestar qualquer esclarecimento adicional.
Com os melhores cumprimentos,
João Silva
Ter experiência relevante é importante, mas a formação pode ser um fator decisivo para demonstrar iniciativa e que as suas competências estão atualizadas e alinhadas com as atuais necessidades do mercado de trabalho.
Espreite estas sugestões de cursos.
Este curso prepara profissionais para trabalhar com análise e interpretação de dados, uma competência cada vez mais valorizada em diferentes setores. Ao longo da formação, os participantes aprendem a tratar, analisar e cruzar dados, transformando a informação em relatórios e dashboards que apoiam a tomada de decisão nas empresas.
No final, os formandos ficam preparados para funções como Data Analyst, Business Intelligence Analyst ou Data Specialist, com competências aplicáveis em áreas como tecnologia, finanças, retalho ou consultoria.
Esta formação é orientada para o desenvolvimento de competências em sistemas de gestão empresarial (ERP), com foco no software Cegid Primavera. O curso combina conhecimentos técnicos com processos de negócio nas áreas financeira e de recursos humanos e prepara profissionais para funções de consultoria e análise de sistemas empresariais.
Uma das vantagens do programa é a forte componente prática e a possibilidade de acesso a estágio remunerado para os participantes com melhor desempenho, o que reforça a ligação direta ao mercado de trabalho.
Este curso foca-se em marketing digital, crescimento de negócio e utilização de ferramentas de inteligência artificial e no-code. Os participantes desenvolvem competências em estratégia de marketing, análise de dados e otimização de campanhas, com uma abordagem prática e orientada para resultados.
Com este curso, fica preparado para funções como Marketing Specialist, Social Media Specialist ou Marketing Assistant, em áreas cada vez mais digitais e orientadas a performance.
Este bootcamp prepara profissionais para entrar na área da cibersegurança, uma das áreas com maior crescimento no setor tecnológico. A formação cobre redes, sistemas, segurança em cloud, testes de intrusão e gestão de riscos, incluindo normas como a ISO 27001 e NIST.
Concluído o curso, os participantes podem desempenhar funções como Cyber Security Analyst, Network Support Specialist ou Security Technician.
O sucesso de uma candidatura espontânea depende, sobretudo, de escolher as empresas certas, perceber onde existem as melhores oportunidades e adaptar cada candidatura ao contexto da organização.
Na NCN, pode explorar profissões, consultar dados sobre o mercado de trabalho, encontrar oportunidades de emprego e identificar percursos profissionais alinhados com o seu perfil. Além disso, encontra inúmeros cursos para enriquecer o seu currículo.
Com tudo isto, fica mais fácil direcionar as suas candidaturas e tomar decisões mais informadas sobre o próximo passo da sua carreira.